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Roda de conversa reúne instituições para debater políticas públicas voltadas aos povos indígenas no Acre

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Em alusão ao Mês dos Povos Indígenas, o governo do Acre promoveu, nesta quinta-feira 23, uma roda de conversa com representantes de diversas instituições ligadas à causa indígena. O encontro foi realizado no espaço da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), localizado no antigo Espaço Kaxinawá, em Rio Branco.

O evento teve como principal objetivo fomentar o diálogo sobre políticas públicas voltadas às populações indígenas do estado, reunindo lideranças, organizações e representantes do poder público para discutir desafios e avanços nas áreas social, política e jurídica.

Roda de conversa reuniu representantes de diversas instituições ligadas a causa indígena. Foto: Dhárcules Pinheiro

Durante a programação, a primeira fala foi conduzida pela liderança indígena Soleane Manchineri, que abordou a importância da formação voltada aos sistemas de justiça. Segundo ela, é fundamental ampliar o reconhecimento das lideranças indígenas e garantir que seus direitos sejam efetivamente cumpridos.

“Queremos dar visibilidade para as lideranças indígenas locais. Existem muitos direitos indígenas, mas eles precisam ser assegurados e cumpridos”, destacou

Uma das falas foi da liderança indígena Soleane Manchineri. Foto: Dhárcules Pinheiro

Na sequência,  a presidente do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Jaksilande Araújo, ressaltou os esforços realizados pelas organizações na construção de políticas públicas, muitas vezes enfrentando desafios estruturais.

“Nós temos feito políticas públicas na garra, para os guardiões da floresta”, afirmou, enfatizando o papel fundamental das comunidades indígenas na preservação ambiental.

Presidente do Instituto de Mudanças Climáticas, Jaksilande Araújo, ressaltou a importância dos povos indígenas na preservação do meio ambiente. Foto: Dhárcules Pinheiro

“Não é fácil falar sobre violência doméstica nas populações indígenas, e nosso trabalho é levar orientação e ajuda”, destacou Pâmela Manchineri, representante da Secretaria de Estado da Mulher.

A titular da Sepi, Francisca Arara, destacou destacou a importância da iniciativa. “A roda de conversa é importante porque discutimos políticas públicas para serem desenvolvidas em nossos territórios”, destacou.

Evento fortalece o protagonismo indígena no Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro

A roda de conversa integra uma série de atividades promovidas pela Sepi e integra a programação do evento em alusão Dia dos Povos Indígenas, com o intuito de fortalecer o protagonismo indígena e ampliar o debate sobre a garantia de direitos e a valorização cultural desses povos no Acre.

Fonte: Governo AC

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Samu já registra cerca de mil trotes em 2026, o que compromete socorro e salvamento de vidas

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem registrado um aumento preocupante no número de trotes realizados para o número 192, da Central de Regulação no Acre. Somente entre janeiro e junho deste ano, mais de 40 mil ligações foram recebidas pelo serviço, sendo cerca de mil delas identificadas como trotes.

Além de prejudicar o atendimento à população, o trote é crime previsto na legislação brasileira e pode resultar na responsabilização dos autores. A prática mobiliza equipes, ambulâncias e recursos públicos para ocorrências inexistentes, comprometendo a capacidade de resposta do serviço em situações reais de urgência e emergência.

De acordo com o médico regulador do Samu, Junior Pereira, a situação tem preocupado a equipe devido ao grau de veracidade apresentado em algumas ligações falsas. “Recebemos chamadas com relatos muito convincentes, o que leva ao envio dos nossos melhores recursos para locais onde não há nenhuma ocorrência. Enquanto isso, uma pessoa em situação real de emergência pode ficar aguardando atendimento”, explica.

Médico regulador do Samu, Junior Pereira: “Uma pessoa em situação real de emergência pode ficar aguardando atendimento”. Foto: Susana Bonfanti/Sesacre

O profissional também faz um apelo aos pais e responsáveis, para que orientem e acompanhem seus filhos, especialmente durante o período de férias escolares, quando costuma haver aumento desse tipo de ocorrência. Segundo o médico, muitas dessas ligações são feitas como brincadeira, sem que os autores tenham dimensão dos prejuízos causados ao serviço e à população.

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O médico reforça ainda que todas as ligações ficam registradas no sistema, o que auxilia na identificação de chamadas indevidas. “Pedimos responsabilidade no uso desse recurso público. O Samu trabalha com vidas, e a vida que pode estar precisando de atendimento amanhã pode ser a sua ou a de um familiar”, enfatiza.

Fonte: Governo AC

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