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Saúde realiza 1ª Mostra Científica do Hospital-Geral das Clínicas de Rio Branco
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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) realizou, nesta quinta-feira, 11, a 1ª Mostra Científica do Hospital-Geral das Clínicas de Rio Branco, um marco para o fortalecimento da pesquisa e da produção de conhecimento no Pronto-Socorro da capital.
O evento reuniu acadêmicos, profissionais de saúde, pesquisadores, parlamentares e representantes da comunidade científica, consolidando o Pronto-Socorro como um espaço ativo de pesquisa e inovação e valorizando os estudos que nascem da prática diária de quem atua na linha de frente do atendimento.

A coordenadora do Núcleo de Educação Permanente do Pronto-Socorro, Quíria Ribeiro, destacou que a intenção é marcar um compromisso e deixar claro o papel do Pronto-Socorro no cenário da ciência: “A pesquisa não está apenas nos laboratórios, ela acontece nos corredores deste hospital, onde vidas são salvas todos os dias”.
Para a coordenadora de Ensino e Serviço da Sesacre, Ana Flávia Rodrigues, a mostra representa mais uma conquista para o Estado, fortalecendo a parceria entre saúde e educação, especialmente neste momento em que se inicia a Escola de Saúde Pública do Acre: “Vamos fortalecer cada vez mais essa integração e teremos mais mostras científicas futuramente”.

A angiologista e cirurgiã vascular Ângela Magalhães ressaltou: “A pesquisa é parte da assistência. Muitas vezes achamos que são áreas separadas, mas não existe evolução no cuidado ao paciente sem pesquisa científica”.
A profissional ainda destacou que eventos dessa natureza propiciam conhecer melhor a unidade, entender os gargalos e buscar formas de melhorar. “O Pronto-Socorro é campo de prática para alunos de diversas áreas, como medicina, enfermagem, fonoaudiologia e fisioterapia. É um celeiro fértil para o desenvolvimento desses futuros profissionais, que precisam perpetuar uma prática baseada em evidências”, analisou.
Entre os participantes, a acadêmica de medicina Kethely Cruz afirmou: “Esses eventos são muito importantes para adquirir conhecimentos que vamos utilizar na nossa jornada acadêmica e também profissional, tanto nas práticas quanto nas pesquisas que realizamos durante a faculdade”.
A Mostra representa um importante avanço na integração entre ensino, pesquisa e assistência, estimulando a produção científica na rede pública e contribuindo para a melhoria contínua da qualidade do atendimento prestado à população acreana.
ACRE
Fundhacre realiza entrega de próteses a pacientes com hanseníase em Rio Branco
O governo do Estado do Acre, por meio da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), entregou nesta quarta-feira, 22, próteses a pacientes acometidos por hanseníase. A ação ocorreu na Casa de Acolhida Souza Araújo, em Rio Branco, reunindo beneficiários previamente atendidos pela rede pública de saúde.
Os pacientes contemplados passaram por avaliação especializada e foram assistidos pela Oficina Ortopédica da Fundhacre, responsável pela confecção e adaptação das próteses, que são essenciais para a reabilitação física, devolvendo autonomia e contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
Sildomar Brito, 35 anos, foi um dos pacientes contemplados e não escondeu a satisfação por poder voltar a caminhar.
“É uma alegria saber que vou poder andar de novo, é um recomeço de vida para mim, estou muito feliz. Graças a Deus.”

A iniciativa integra as estratégias permanentes do Estado voltadas à reabilitação e à inclusão social de pessoas afetadas pela hanseníase. Além disso, a ação também está inserida no contexto das atividades de conscientização e enfrentamento da doença, o que reforça o compromisso do governo do Acre com o cuidado integral dos pacientes.
“Não estamos fazendo nada além da nossa obrigação, o nosso compromisso é olhar sempre para frente e entender o que cada paciente precisa”, destacou Sóron Steiner, presidente da Fundhacre, em sua fala inicial.

Outro destaque é a parceria institucional com o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que fortalece a execução de políticas públicas de saúde no estado, em alinhamento com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Naluh Gouveia, conselheira do TCE-AC, destacou a importância da parceria entre a Fundação e o Tribunal para que esta ação se tornasse realidade.
“A Fundhacre é um patrimônio de todos os acreanos e a Sóron resgata esse sentimento. Essa oficina ortopédica ficou parada muito tempo, e um dia ela chegou lá no tribunal, mostrou os projetos dela e nós começamos a trabalhar juntos e hoje a gente vê esse grande sonho se tornar realidade”, declarou.

O coordenador nacional do Morhan (Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase), Bil Souza, agradeceu à presidente da Fundhacre por encarar os problemas dos portadores de hanseníase e buscar as soluções.
“Que a Fundação continue com essa pegada de devolver a dignidade às pessoas acometidas pela hanseníase”, afirmou.
Com ações como essa, o governo do Estado do Acre reafirma o compromisso com a humanização do atendimento e a ampliação do acesso a serviços especializados, promovendo dignidade e melhores condições de vida à população acreana.
O promotor de Saúde do MPAC, Gláucio Oshiro, em seu pronunciamento, destacou o empenho da presidente Fundhacre em devolver a dignidade aos pacientes acometidos pela doença.

Dona Iolanda, 65 anos, era a genuína expressão da felicidade e gratidão ao receber sua nova prótese. “Eu agradeço por tudo que o governo do Acre tem feito por nós aqui na Souza Araújo”, disse.
Ao final do evento, a presidente da Fundhacre, Sóron Steiner, afirmou que o sentimento é de “dever cumprido” e que o serviço terá continuidade. Segundo ela, a partir de agora, além das próteses, os pacientes receberão o serviço de fisioterapia para que eles possam fazer o melhor uso dos dispositivos entregues pelo governo.
“Esse é o nosso compromisso, não apenas com estes pacientes, mas com todas as pessoas com deficiência física e que precisam dos serviços da oficina ortopédica através da Fundação Hospitalar”, finalizou.

Sobre a hanseníase
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta pele e nervos periféricos, podendo causar manchas com perda de sensibilidade, formigamento e fraqueza. Tem cura, com tratamento gratuito pelo SUS. A transmissão ocorre por vias aéreas (fala, tosse) em contatos próximos e prolongados.
Fonte: Governo AC
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Foto: Tiago Araújo/Sesacre
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Foto: Tiago Araújo/Sesacre
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