RIO BRANCO
Search
Close this search box.

ACRE

Secretaria do Meio Ambiente apresenta ações do Programa de Resiliência Socioambiental ao Conselho Gestor da APA Igarapé São Francisco

Publicados

ACRE

O governo do Acre, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), realizou nesta quinta-feira, 28, a 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Gestor Consultivo da Área de Proteção Ambiental (APA) Igarapé São Francisco. O encontro se deu no auditório da Biblioteca da Floresta, em Rio Branco, e reuniu conselheiros, representantes de instituições públicas, lideranças comunitárias e moradores da unidade de conservação (UC).

A reunião teve como pauta principal a apresentação do andamento do Programa de Resiliência Socioambiental nas APAs Igarapé São Francisco e Lago do Amapá, iniciativa apoiada pelo Fundo Brasil-ONU e voltada à conservação ambiental, segurança hídrica, restauração florestal, fortalecimento da governança e incentivo à bioeconomia nas duas áreas protegidas.

Sema apresenta ações do Programa de Resiliência Socioambiental ao Conselho Gestor da APA Igarapé São Francisco. Foto: João Loureiro/Sema

Além da apresentação sobre o programa, a pauta incluiu os andamentos das ações e estudos do Grupo de Trabalho Adjunto dos Cuidados do Igarapé São Francisco (GTACISF), conduzidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), o planejamento anual da APA, falas e oitivas dos conselheiros, além de informes sobre os próximos passos da gestão da unidade.

O conselho é um instrumento fundamental de participação social, acompanhamento das ações públicas e tomada de decisões relacionadas à UC, ponto primordial do eixo de governança do Programa de Resiliência Socioambiental. A atuação do colegiado segue as diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc), do Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (Pnap) e do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas.

Para o diretor de Meio Ambiente da Sema e ponto focal do Programa de Resiliência Socioambiental, Erisson Cameli, o diálogo com os conselheiros e comunidades fortalece a governança e permite alinhar as ações do programa às necessidades reais do território.

Diretor de Meio Ambiente da Sema e ponto focal do Programa de Resiliência Socioambiental, Erisson Cameli destacou a importância da participação da comunidade no programa. Foto: João Loureiro/Sema

“A partir da implementação do projeto apoiado pelo Fundo Brasil-ONU, do qual a Sema é responsável pela execução, vemos que é possível alinhar ações, fortalecer o território e ampliar a participação dos moradores no conselho. Essa presença é fundamental, porque as comunidades contribuem com ideias, sugestões e também ajudam a indicar áreas prioritárias para os investimentos”, destacou.

Durante a reunião, foram apresentados os principais eixos do Programa de Resiliência Socioambiental, que prevê impacto direto em 11.329 pessoas nas duas APAs. A iniciativa tem duração inicial prevista até dezembro, com possibilidade de ampliação até o fim de 2027.

Conselheiros conheceram os principais eixos do Programa de Resiliência Socioambiental e como podem impactar a APA. Foto: João Loureiro/Sema

Entre as entregas previstas estão a capacitação de moradores e lideranças, elaboração de plano de educação e sensibilização ambiental, proteção de nascentes, implantação de áreas de preservação permanente, construção de fossas para saneamento básico, instalação de plataforma para monitoramento hidrometeorológico, apoio à produção sustentável, turismo de base comunitária e fortalecimento de organizações locais.

A chefe do Departamento de Unidades de Conservação da Sema e ponto focal no eixo de governança do Programa de Resiliência Socioambiental, Mirna Caniso, ressaltou que a manutenção de conselhos ativos é essencial para garantir uma gestão mais participativa e integrada das unidades de conservação.

Para Mirna Caniso, a capacitação de moradores e lideranças na APA fortalece uma gestão mais participativa. Foto: João Loureiro/Sema

“Este é um momento muito estratégico. A participação de organizações governamentais, não governamentais e representantes dos moradores demonstra uma convergência de propostas, projetos, ideias e soma de esforços. Com os encaminhamentos adotados, será possível contar cada vez mais com essa parceria, esse apoio e o protagonismo desses agentes na gestão da APA”, afirmou.

A apresentação do TCE-AC destacou ainda estudos relacionados à bacia hidrográfica do igarapé São Francisco e os impactos de eventos extremos registrados nos últimos anos. Segundo os dados apresentados, as ocorrências de 2021 e 2023 afetaram diretamente cerca de 70 mil pessoas e geraram custos estimados em aproximadamente R$ 20 milhões.

Equipe do TCE-AC apresentou dados dos estudos do Grupo de Trabalho Adjunto dos Cuidados do Igarapé São Francisco (GTACISF). Foto: João Loureiro/Sema

Entre as causas associadas à intensificação desses eventos estão o desmatamento, vulnerabilidades estruturais e a expansão urbana desordenada. O debate também levantou preocupações sobre a segurança da área protegida diante de possíveis alterações previstas no Plano Diretor de Rio Branco.

Para o gestor da APA Igarapé São Francisco, Ricardo Plácido, os desafios da gestão territorial passam pela integração entre conservação ambiental, ordenamento urbano, proteção dos recursos hídricos e fortalecimento da presença das comunidades nos processos de decisão.

Gestor da APA Igarapé São Francisco, Ricardo Plácido, abordou a importância do programa para efetivar os objetivos da comunidade. Foto: João Loureiro/Sema

“O Programa de Resiliência Socioambiental foi pensado justamente a partir das necessidades e dos gargalos relacionados aos desafios de gestão da APA. A iniciativa busca enfrentar problemas como assistência técnica rural, saneamento básico mínimo, restauração da paisagem por meio de corredores ecológicos, capacitação dos comunitários e fortalecimento da bioeconomia local. O programa chega em um momento muito importante para efetivarmos os objetivos da unidade de conservação”, observou.

A reunião também contou com a participação de representantes da Associação dos Produtores Rurais do Ramal do Junqueira e Barro Vermelho. Embora ainda não integre oficialmente o conselho, a associação tem participado das reuniões e deverá ser incluída em uma próxima oportunidade de nomeação de conselheiros.

Morador da APA e representante da associação, Izaque Marques destacou a importância da participação comunitária nas discussões sobre o futuro da unidade de conservação.

Presença de moradores funciona como elemento central para garantir participação social e fortalecimento comunitário. Foto: João Loureiro/Sema

“Temos uma expectativa muito forte, porque o programa apresentado inclui muitas ações que a comunidade também enxerga como importantes. Já desenvolvemos iniciativas voltadas ao cuidado com o meio ambiente, e esse apoio será fundamental para fortalecer a comunidade da APA Igarapé São Francisco”, disse.

Ao fim do encontro, foram definidos encaminhamentos para fortalecer a atuação do conselho e ampliar a integração entre as instituições envolvidas, como a participação de conselheiros nas discussões sobre o Plano Diretor de Rio Branco, a realização de reunião com o grupo de trabalho do TCE para qualificar informações técnicas, o alinhamento entre instituições sobre estações de monitoramento e a reestruturação do conselho prevista para o segundo semestre.

A próxima reunião ordinária do Conselho Gestor Consultivo da APA Igarapé São Francisco está prevista para outubro. Os mandatos atuais dos conselheiros prosseguem até dezembro.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Na UFAC, governador em exercício Luiz Gonzaga, propõe parceria com a Índia para pesquisa e produção de medicamentos
Propaganda

ACRE

Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

Publicados

em

Por

A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Artesãos do Acre faturam mais de R$ 45 mil em evento nacional de pós-graduação na Ufac
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA