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Sepi e Iteracre firmam parceria para ampliar ações voltadas aos povos indígenas

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A Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), liderada pela secretária Francisca Arara, firmou uma parceria com o Instituto de Terras do Acre (Iteracre) com o objetivo de fortalecer políticas públicas direcionadas aos povos indígenas, ampliando ações que alcançam tanto comunidades localizadas em territórios tradicionais quanto indígenas que vivem no contexto urbano. A cooperação tem como foco atender demandas estruturantes, como o fortalecimento da produção nos sistemas agroflorestais, a limpeza e organização das áreas produtivas e o apoio à segurança alimentar.

No campo cultural, o apoio se estende à realização de festivais, manifestações musicais e danças tradicionais, culinária típica, pinturas corporais e produção de artesanato, além de incentivar a geração de renda por meio do turismo indígena. A parceria também garante suporte logístico às equipes da Sepi, facilitando o deslocamento até os territórios para execução, acompanhamento e monitoramento dos projetos.

Fortalecer políticas públicas direcionadas aos povos indígenas, ampliando ações que alcançam tanto comunidades localizadas em territórios tradicionais quanto indígenas que vivem no contexto urbano. Foto: Cedida

A iniciativa integra uma política de articulação institucional adotada pelo governo do Estado. Em 2024, ações semelhantes foram desenvolvidas em parceria com o Instituto de Mudanças Climáticas. Em 2025, o acordo com o Iteracre segue com previsão de continuidade até o próximo ano. A diretriz do governador Gladson Camelí é fortalecer o trabalho conjunto entre os órgãos públicos, assegurando maior efetividade às políticas voltadas aos povos indígenas.

Criada para orientar, articular e acompanhar as políticas públicas destinadas aos povos originários, a Sepi atua de forma transversal, dialogando com diferentes secretarias e instituições. Áreas como turismo, educação indígena, produção rural, acesso à água e saneamento são executados em conjunto com a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo do Acre (Sete), Secretaria de Estado de Educação do Acre, Seagri, Saneacre, e Funai. Mesmo quando as ações são executadas por outras pastas, o alinhamento com a secretaria garante que as políticas respeitem as especificidades culturais e territoriais.

Um dos principais avanços da parceria com o Iteracre é o apoio logístico, especialmente no fornecimento de insumos e combustível, essenciais para o acesso às áreas de difícil alcance. Esse suporte viabiliza a manutenção dos sistemas agroflorestais, a organização dos espaços produtivos, o fortalecimento das lideranças tradicionais e o transporte de indígenas para eventos culturais.

A cooperação tem foco em atender demandas estruturantes nos territórios. Foto: cedida

“A expectativa é beneficiar mais de 20 mil indígenas, distribuídos em aproximadamente oito terras indígenas, a partir do próximo ano. Os recursos previstos devem gerar impactos diretos na produção de alimentos, na autonomia das comunidades e na preservação das práticas tradicionais”, informou Francisca Arara.

Outro eixo estratégico da parceria envolve o apoio à regularização fundiária. O Iteracre contribuirá com estudos técnicos e antropológicos, em articulação com a Funai e a Secretaria de Povos Indígenas, para avançar na titulação de áreas ocupadas por indígenas.

Francisca Arara, secretária Extraordinária dos Povos Indígenas. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Embora os relatórios de identificação e delimitação de terras indígenas sejam de responsabilidade da Funai, o Acre se destaca nacionalmente por adotar uma postura complementar e proativa. O Estado atua como parceiro do governo federal, desenvolvendo políticas próprias, dialogando diretamente com os povos indígenas e fortalecendo a presença do poder público nos territórios.

A articulação entre governo do Acre, Iteracre e Funai marca um passo importante na consolidação de um modelo integrado de políticas públicas, reafirmando o Estado como referência na defesa dos direitos, da cultura e da autonomia dos povos indígenas.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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