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Transplantes realizados na Fundhacre reforçam a importância de dizer ‘sim’ à doação de órgãos no Acre

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Desde o início dos programas de transplante na Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), foram realizados mais de 550 procedimentos no estado do Acre. Este número reflete o fortalecimento de uma rede estadual dedicada a transformar vidas, fortalecendo o Acre como uma referência regional em procedimentos de alta complexidade.

Com investimentos em infraestrutura e na capacitação de equipes, o estado tem ampliado o volume de cirurgias, garantindo que a esperança de um recomeço esteja cada vez mais próxima dos cidadãos acreanos.

Transplantes realizados na Fundhacre reforçam a importância de dizer sim para a doação de órgãos no Acre. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

A presidente da Fundhacre, Sóron Steiner, destaca que a doação deve ser vista como um ato de continuidade. Segundo ela, muitas vezes a sociedade encara o futuro como algo garantido, ignorando que, para muitos, o “amanhã” depende exclusivamente da solidariedade alheia.”Doar órgãos não é apenas sobre o fim de um ciclo, mas sobre permitir que a vida se multiplique e que novas histórias sejam escritas. É o maior legado que alguém pode deixar”, afirmou.

Para quem viveu a rotina exaustiva da hemodiálise, o transplante representa a reconquista da vida. Tiago Tomais, que hoje celebra uma nova fase, recorda as limitações impostas pela doença renal antes de receber o órgão.”Antigamente, eu nem podia viajar. Lembro que, em uma virada de ano em Campos do Jordão, precisei percorrer mais de 200 quilômetros para fazer hemodiálise. Hoje, tenho mais liberdade, qualidade de vida e me sinto verdadeiramente realizado”, relata.

Nefrologista Jarinne Nassarela e o paciente Tiago Tomais durante ação de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Foto: Gleison Luz/ Fundhacre

O sentimento de gratidão é compartilhado por Carlos José. Além da nova chance de viver, ele faz questão de destacar o suporte humano recebido no estado. “Sou imensamente feliz por ter passado por todo esse processo. Desde a hemodiálise até o dia do transplante, sempre fomos muito bem acolhidos”, pontuou.

O governo do Acre tem concentrado esforços para fortalecer a autonomia do serviço estadual de transplantes. Uma das ações centrais é o aprimoramento da logística interna e do acolhimento às famílias, o que permite que os órgãos doados na própria região beneficiem diretamente os pacientes da fila local. Esse desempenho operacional garante que o tempo entre a captação e o transplante seja reduzido, aumentando os índices de sucesso das cirurgias realizadas na Fundhacre.

A nefrologista Jarinne Nassarela reforça que a evolução técnica da equipe e a agilidade dos protocolos estaduais têm sido fundamentais. “Temos trabalhado com um fluxo de transplantes cada vez mais dinâmico, utilizando órgãos de doadores locais para transformar a realidade de nossos pacientes com segurança e rapidez. É um esforço conjunto que coloca a vida sempre em primeiro lugar”, ressalta.

Somado ao suporte técnico, o Estado investe no acompanhamento pós-operatório, garantindo que o paciente transplantado receba toda a assistência necessária para sua recuperação. Wendell Silva, que também passou pela jornada do transplante, convida a população a refletir sobre o impacto desse gesto. “Pensem em quem aguarda por uma nova chance, na expectativa de receber um órgão e recomeçar a vida com mais dignidade. Do outro lado, existem muitas pessoas cheias de esperança, prontas para retomar seus sonhos”, reforça.

Pacientes transplantados Wendell Silva e Carlos José unem forças em prol da conscientização sobre a necessidade do aumento no número de doadores no Acre. Foto: Gleison Luz/ Fundhacre

Atualmente, no Brasil, não é necessário registrar formalmente a vontade de ser doador. No entanto, é fundamental que os familiares estejam cientes desse desejo, já que a decisão final sobre a doação cabe sempre à família.

Assista aos depoimentos no vídeo abaixo

[ https://www.instagram.com/reel/DXt-0VcjmPa/?igsh=MWFobHZrb2tseTk2Zw== ]

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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