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1º Concurso do Suco de Uva Brasileiro reúne 190 amostras de seis estados

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O 1º Concurso do Suco de Uva Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), encerrou as inscrições com 190 amostras de 69 empresas de seis estados: Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A iniciativa evidencia a força e a diversidade da produção nacional da bebida.

Participação nacional reflete expansão da vitivinicultura

O concurso reúne regiões tradicionais e emergentes da vitivinicultura, como a Serra Gaúcha e Campanha Gaúcha (RS), o Vale do São Francisco (BA e PE), a Serra Catarinense, a Serra da Mantiqueira (MG), além de polos produtivos em São Paulo e Paraná. A diversidade geográfica reforça o caráter nacional da competição.

Rio Grande do Sul lidera número de inscrições

O Rio Grande do Sul concentra o maior número de amostras, com 145 inscrições. Os demais estados participam com:

  • Santa Catarina: 13
  • Pernambuco: 10
  • Paraná: 10
  • São Paulo: 9
  • Minas Gerais: 3

Para o presidente da ABE, Mário Lucas Ieggli, a adesão de diferentes regiões confirma a relevância do concurso: “O setor entendeu a importância de um evento técnico dedicado exclusivamente ao suco de uva, valorizando a qualidade e estimulando a evolução do produto brasileiro”.

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Avaliação sensorial e premiação

As amostras serão avaliadas às cegas no dia 9 de abril por degustadores especializados. Os critérios incluem cor, aroma, sabor e harmonia geral, com pontuação de 0 a 100 pontos.

As premiações serão:

  • Medalha Diamante: acima de 95 pontos
  • Medalha Platina: 90 a 95 pontos
  • Mérito Uva: 85 a 89 pontos

Os selos poderão ser usados em rótulos e materiais promocionais, agregando valor comercial. A divulgação oficial será em 10 de abril, às 17h, no salão nobre da prefeitura de Bento Gonçalves (RS).

Categorias do concurso

O concurso avalia cinco categorias de suco de uva:

  • Natural
  • Integral
  • Reconstituído
  • Gaseificado
  • Orgânico ou Biodinâmico

Cada categoria terá três grupos: branco, rosé e tinto, abrangendo toda a diversidade de produtos nacionais.

Primeiro concurso mundial dedicado ao suco de uva

Criado como o primeiro concurso técnico mundial exclusivo para suco de uva, o evento acompanha o crescimento do consumo da bebida no Brasil. O suco de uva se consolida como opção natural, saudável e sem álcool, atendendo às novas demandas do consumidor por qualidade e sabor autêntico.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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