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ABHB estreia na Abertura da Colheita do Arroz com foco em integração entre pecuária e agricultura

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Primeira participação da ABHB busca fortalecer sistemas integrados

A Associação Brasileira de Hereford e Braford marcará presença, pela primeira vez, na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, evento que ocorre de 24 a 26 de fevereiro, na Embrapa Clima Temperado.

A entidade terá um estande institucional voltado à aproximação com produtores que trabalham com integração lavoura-pecuária, modelo produtivo que combina o cultivo de grãos e a criação de gado em uma mesma área.

O gerente-executivo da ABHB, Felipe Azambuja, destaca que a participação representa um passo importante na ampliação do diálogo com o setor agrícola. “A Abertura da Colheita do Arroz é um evento consolidado na Metade Sul do Estado e vem abrindo espaço para a pecuária. Queremos mostrar que as raças Hereford e Braford são alternativas produtivas viáveis dentro dos sistemas integrados”, afirma.

Parcerias reforçam diálogo com produtores

A ABHB estará presente no evento em parceria com a Affectum Consultoria Empresarial e a Ganado Assessoria Agropecuária. A ação conjunta tem como objetivo oferecer aos visitantes informações técnicas, estratégicas e de gestão voltadas ao fortalecimento da produção agropecuária.

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O CEO da Affectum, Ricardo Paz Gonçalves, explica que o momento será uma oportunidade para esclarecer dúvidas sobre a Reforma Tributária e seus impactos diretos no campo. “O produtor precisa compreender como as mudanças vão afetar a compra de insumos, a comercialização da produção e a carga tributária de suas operações. O objetivo é ajudá-lo a se adaptar à nova realidade com segurança e eficiência”, ressalta.

Já o sócio-proprietário da Ganado, Leonardo Canellas, reforça que a diversificação produtiva é uma estratégia essencial para a sustentabilidade do agronegócio. “Em um cenário de mercado volátil e de incertezas, integrar a pecuária de corte ao cultivo de arroz, soja e milho é uma forma inteligente de equilibrar riscos e aumentar a rentabilidade da propriedade”, avalia.

ABHB aposta em parcerias para fortalecer o produtor rural

Para Felipe Azambuja, a presença conjunta das três instituições simboliza o fortalecimento de uma rede colaborativa em prol do produtor rural. “É muito significativo estarmos na Abertura da Colheita ao lado da Affectum e da Ganado, empresas que compartilham da mesma visão e estão comprometidas em apoiar o produtor a evoluir em seus negócios”, afirma.

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Azambuja acrescenta que a iniciativa reforça o compromisso da ABHB com o desenvolvimento sustentável da pecuária integrada. “Queremos estar próximos de quem busca inovação e eficiência no campo. Essa união de esforços nos dá ainda mais motivação para participar do evento e contribuir com o avanço da produção agropecuária”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

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A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.

Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina

De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.

Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.

A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.

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Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas

O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.

Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.

A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.

Debate envolve subsídios e concorrência internacional

Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.

Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.

Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.

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Governo analisa alternativas para o comércio bilateral

O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.

Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.

Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional

O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.

Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.

Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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