RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Açúcar oscila nas bolsas internacionais com oferta crescente e projeções positivas para o Brasil

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado global de açúcar atravessa uma fase de instabilidade, alternando quedas e recuperações nas principais bolsas de Nova York e Londres. A volatilidade reflete o aumento da oferta internacional, as expectativas de supersafras na Ásia e as projeções otimistas para o Brasil divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Queda inicial com projeção de maior oferta na Tailândia

Na quarta-feira (1º), os contratos futuros do açúcar registraram forte recuo após a Thai Sugar Miller Corp estimar que a safra 2025/26 da Tailândia deve crescer 5% em relação ao ciclo anterior, alcançando 10,5 milhões de toneladas. O país é o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador mundial, reforçando a perspectiva de maior disponibilidade do produto no mercado.

Em Nova York, o contrato de março/26 caiu 47 pontos, cotado a 16,13 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de maio/26 recuou 43 pontos, a 15,71 cents. Já em Londres, o açúcar branco para dezembro/25 perdeu US$ 15,50, negociado a US$ 452,80 por tonelada, e o de março/26 caiu US$ 13,90, para US$ 448,60 por tonelada.

No mercado interno, o açúcar cristal também registrou queda de 1,44%, segundo o Indicador Cepea/Esalq, com a saca de 50 kg cotada a R$ 115,64. Em contrapartida, o etanol hidratado subiu 0,41%, sendo negociado a R$ 2.831,50 o metro cúbico nas usinas da região de Paulínia.

Leia Também:  Preço da lima ácida tahiti registra ajustes pontuais, mas demanda segue firme
Recuperação parcial sustentada pela demanda

Na quinta-feira (2), o mercado ensaiou recuperação, com destaque para Nova York, onde o contrato de março/26 avançou 1,80%, cotado a 16,42 cents/libra-peso, e o de maio/26 subiu 1,53%, para 15,95 cents. Em Londres, o contrato de dezembro/25 registrou alta de 2,03%, alcançando US$ 462,00 por tonelada.

Segundo Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, a demanda internacional é o principal fator de sustentação no curto prazo, após uma sequência de ganhos na semana anterior. No entanto, ele alerta que a tendência de longo prazo ainda é de baixa, diante da perspectiva de realização de lucros e do cenário de superávit global na safra 2025/26.

Muruci destaca que o nível de 16 cents/libra-peso tende a se consolidar como ponto de equilíbrio, ainda que exista espaço para novas quedas, especialmente diante do crescimento das safras na Tailândia e na Índia.

Projeções do USDA pressionam novamente os preços

Apesar da breve recuperação, o mercado voltou a sentir pressão com as projeções do USDA para o Brasil. Segundo o órgão, a produção de açúcar do país em 2025/26 deverá atingir 44,386 milhões de toneladas, acima das 43,7 milhões estimadas para 2024/25.

O consumo doméstico deve permanecer em 9 milhões de toneladas, enquanto as exportações podem crescer de 34,890 milhões para 35,7 milhões de toneladas. Os estoques finais, por sua vez, devem recuar de 570 mil toneladas em 2024/25 para 256 mil toneladas em 2025/26.

Leia Também:  Mercado global de arroz mostra estabilidade, mas projeções indicam retração em 2026

A divulgação desses números contribuiu para nova queda nas cotações em Nova York, com o contrato de março/26 recuando 2,83%, a 16,13 cents/libra-peso, e o de maio/26 perdendo 2,7%, negociado a 15,71 cents.

Entregas físicas reforçam peso do Brasil no mercado global

Outro fator relevante foi o vencimento do contrato de outubro/25, que registrou entregas de 1,52 milhão de toneladas de açúcar bruto, uma das maiores já registradas para o período. A maior parte desse volume será embarcada pelo Brasil, principalmente pelos portos de Santos e Paranaguá, além de Maceió e Recife. Há ainda embarques previstos em países da América Latina, como México, Guatemala, Nicarágua e Argentina.

Perspectivas para o mercado

A combinação de supersafra no Brasil, maior produção na Tailândia e expectativa de aumento da oferta indiana limita o potencial de valorização do açúcar no curto prazo. Para analistas, os preços devem oscilar próximos de 16 cents/libra-peso, refletindo o equilíbrio entre demanda firme e oferta crescente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Varejo brasileiro registra leve queda em julho, enquanto comércio ampliado mostra desempenho misto

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Açúcar inicia dezembro em queda após encerrar novembro com forte valorização

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA