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Soja no Brasil perde força após queda externa e recuo do dólar

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As cotações da soja no Brasil interromperam o movimento de alta recente, refletindo a queda no mercado internacional e a desvalorização do dólar frente ao real. O cenário externo foi pressionado pelo aumento da oferta na América do Sul e pelas expectativas de expansão da área plantada nos Estados Unidos.

Até então, os preços vinham sendo sustentados por fatores como o conflito no Oriente Médio e a valorização do óleo de soja, que continua exercendo influência relevante sobre o complexo.

Óleo de soja mantém sustentação com demanda por biodiesel

O óleo de soja segue valorizado no mercado brasileiro, operando em patamares semelhantes aos registrados em novembro do ano passado. A alta é impulsionada pela demanda aquecida para a produção de biodiesel, que mantém o derivado em evidência.

Farelo recua com estoques elevados e baixa demanda

Em contrapartida, o farelo de soja apresenta queda nos preços. Consumidores indicam estoques suficientes até meados de abril e não demonstram interesse por novas aquisições no curto prazo. A expectativa de aumento na oferta, decorrente da maior demanda por óleo, também contribui para a pressão sobre o derivado.

Processamento amplia disponibilidade de subprodutos

No processamento da soja, a cada tonelada esmagada são gerados aproximadamente 190 kg de óleo e 780 kg de farelo, fator que reforça a tendência de maior oferta do subproduto no mercado.

Soja recua no exterior e mercado brasileiro apresenta variações regionais
  • Exportações mais fracas e colheita influenciam preços no Brasil e no cenário global

O mercado internacional da soja registrou leve recuo, refletindo o menor dinamismo das exportações e a cautela dos agentes diante de sinais mistos de demanda. Na Bolsa de Chicago, os contratos fecharam em baixa, enquanto o óleo de soja apresentou valorização.

Colheita avança e impacta formação de preços

No Brasil, o avanço da colheita segue como principal fator de influência sobre os preços. No Rio Grande do Sul, os trabalhos atingem cerca de 23% da área, com produtividade irregular devido à estiagem, principalmente nas regiões do Norte.

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Mesmo com perdas pontuais, a média estadual de preços apresentou alta, sustentada pela retenção dos produtores e pela oferta mais restrita.

Sul do país apresenta comportamento distinto

Em Santa Catarina, o porto de São Francisco do Sul registrou alta nos preços, impulsionado pela demanda consistente da indústria de proteína animal, garantindo maior liquidez.

Já no Paraná, o mercado permanece travado, com ausência de variações relevantes e baixo volume de negociações.

Centro-Oeste enfrenta desafios logísticos

No Mato Grosso do Sul, a colheita atinge 86,6% da área, enquanto o plantio do milho safrinha avança dentro da janela ideal. Ainda assim, os preços recuam em algumas regiões devido a gargalos logísticos.

Em Mato Grosso, com a colheita praticamente concluída, a limitação de armazenagem pressiona a comercialização, mesmo diante de altas pontuais nas cotações.

Soja inicia semana em alta em Chicago com suporte do farelo
  • Mercado reage após feriado, mas segue atento ao petróleo, China e relatórios do USDA

Os preços da soja iniciaram a semana em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (6), mantendo o viés positivo das últimas sessões. Os contratos registraram ganhos entre 2,50 e 3,25 pontos, com o vencimento maio cotado a US$ 11,66 por bushel e o julho a US$ 11,83.

Farelo lidera valorização no complexo soja

O farelo de soja foi o principal destaque, com alta superior a 0,7%, alcançando US$ 317,70 por tonelada curta. O óleo de soja também apresentou valorização, embora mais moderada, limitando ganhos mais expressivos do grão.

Petróleo e cenário geopolítico limitam avanços

A queda do petróleo, superior a 0,5% no início da semana, exerce pressão sobre as commodities agrícolas. Além disso, as tensões no Oriente Médio seguem no radar, aumentando a volatilidade dos mercados globais.

Demanda chinesa e clima nos EUA seguem no foco

O mercado continua monitorando a demanda internacional, especialmente da China, além da evolução da safra sul-americana. As condições climáticas nos Estados Unidos também começam a ganhar relevância.

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A proximidade de novos relatórios do USDA reforça a cautela dos investidores, podendo intensificar a volatilidade nos próximos dias.

Soja oscila e mercado acende alerta para possível mudança de tendência
  • Alta do óleo sustenta preços, mas demanda fraca limita avanços no cenário global

O mercado da soja apresentou oscilações moderadas ao longo da semana, com leve queda nas cotações diárias em Chicago, mas avanço no acumulado semanal.

A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja, que avançou 2,25%, impulsionado pela alta do petróleo e pela expectativa de maior demanda global por biodiesel.

Biocombustíveis e clima influenciam mercado internacional

O cenário global também foi impactado por discussões sobre aumento da mistura de biocombustíveis, especialmente na Indonésia, além de preocupações com a seca nos Estados Unidos.

Compras pontuais de farelo por países como a Coreia do Sul também contribuíram para sustentar os preços.

Exportações fracas e ausência da China pressionam

Por outro lado, o mercado segue pressionado por fundamentos de demanda mais fracos. As exportações norte-americanas recuaram significativamente, com volumes abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

A ausência recente da China nas compras e a redução das importações de óleo vegetal pela Índia também limitam o avanço das cotações.

Brasil mantém estabilidade, mas risco de pressão aumenta

No Brasil, os preços acompanham o cenário externo e mantêm relativa estabilidade. A expectativa de grandes safras aumenta o risco de pressão nos próximos meses.

Diante desse cenário, produtores têm intensificado estratégias de fixação antecipada para a safra futura.

Tendência segue lateral no curto prazo

O mercado internacional permanece em consolidação, com oscilações dentro de faixas definidas. A tendência de curto prazo segue lateral, com leve viés de baixa, condicionada à demanda chinesa, ao comportamento do petróleo e às condições climáticas nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Revista Pensar Agro supera 14 mil acessos em 57 países. Aqui a edição de julho

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A edição de julho da Revista Pensar Agro já está disponível (link abaixo), em portugues e inglês. Na última edição a Pensar Agro ultrapassou a marca de 14 mil acessos, com leitores em 57 países. O alcance internacional reforça a presença da publicação no debate sobre os desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro e a inserção do setor nos principais mercados mundiais.

A reportagem de capa desta edição analisa as exigências da União Europeia para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As mudanças deverão alterar os critérios de competitividade da pecuária mundial e podem influenciar o acesso de carnes e outros produtos de origem animal aos mercados mais exigentes.

A discussão sanitária deixou de se limitar à utilização ou à proibição de determinados medicamentos. As exigências passam a envolver rastreabilidade, biossegurança, fiscalização e capacidade de comprovar a conformidade ao longo de todo o sistema produtivo.

Embora o Brasil possua uma das pecuárias mais eficientes do mundo, a adaptação às novas regras exigirá investimentos e mudanças nos processos de controle e certificação. A reportagem mostra que escala e produtividade continuarão importantes, mas já não serão suficientes para garantir competitividade. Tecnologia, governança sanitária e transparência deverão ter peso crescente nas negociações comerciais.

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A edição também traz, na coluna Mercado, uma análise sobre os efeitos da geopolítica na safra de 2027. O texto aborda como conflitos internacionais, instabilidade cambial, dificuldades logísticas, disputas tecnológicas entre Estados Unidos e China e novas exigências ambientais podem afetar custos, planejamento e acesso a mercados.

Entre os temas analisados está o Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido pela sigla EUDR, que amplia as exigências de rastreabilidade para produtos destinados à União Europeia. O cenário reforça a necessidade de o produtor acompanhar não apenas o clima e os preços, mas também decisões políticas e regulatórias tomadas fora da porteira.

Com análises técnicas, visão crítica e linguagem voltada ao setor produtivo, a edição procura traduzir mudanças internacionais que já influenciam as decisões dentro das propriedades rurais. O objetivo é ajudar produtores, profissionais, empresas e entidades do agronegócio a compreender riscos, antecipar exigências e identificar oportunidades.

Os mais de 14 mil acessos registrados em 57 países mostram que os temas discutidos pela Revista Pensar Agro ultrapassam as fronteiras brasileiras. A presença de leitores em diferentes mercados também amplia a projeção do agronegócio nacional e fortalece o intercâmbio de informações sobre produção, tecnologia, sustentabilidade e comércio internacional.

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Fonte: Pensar Agro

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