TJ AC
Presidente do TJAC defende uso responsável da inteligência artificial no Poder Judiciário em congresso jurídico
TJ AC
Desembargador-presidente destacou a necessidade de preservar a atuação humana e manter o jurisdicionado no centro das decisões
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, afirmou que é necessário ter cautela no uso da inteligência artificial (IA), especialmente no Poder Judiciário. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 6, durante o painel “Os próximos passos da Justiça 20 anos após a Lei 11.419: o legado do Processo Eletrônico e a chegada da Inteligência Artificial”, no 10º Congresso de Tecnologia, Inovação e Direito para o Ecossistema da Justiça (Expojud), em Brasília.
“Não podemos deixar sempre que as agentes de IA façam tudo. É preciso termos algumas barreiras, para que o humano prevaleça”, declarou. O chefe do Judiciário acreano defendeu que a introdução de tecnologias na rotina judicial seja feita concomitantemente a uma mudança na cultura organizacional dos tribunais, para que “não se perca de vista o jurisdicionado”.
A fala do desembargador-presidente está alinhada aos recentes entendimentos sobre o tema, uma vez que se percebe cada vez mais a presença da IA no dia a dia, principalmente nos ambientes de trabalho, onde ela tem sido empregada em atividades ordinárias. Nesse sentido, o Poder Judiciário não seria indiferente a essa solução, que permite tornar o sistema jurídico mais eficiente.

Ele também falou da necessidade de órgãos públicos e empresas estarem alinhados aos interesses da sociedade. “Falo isso porque quando você, em qualquer organização, seja pública ou privada, começa a decidir os projetos institucionais a partir do seu cliente ou da pessoa que recebe um produto ou serviço, você consegue definir melhor e com mais segurança aquilo que você tem que pregar”, pontuou.
Para o presidente do TJAC, é necessário que haja uma reflexão sobre o atual fluxo de trabalho no Poder Judiciário. “O que me parece é que muitos procedimentos não são pensados no cliente. A própria lei do processo civil, o processo penal não é pensada nisso. No pretexto de garantir o devido processo legal, mas que conta com inúmeras rotinas ou procedimentos que só serviriam para o tempo do papel e não o atual”, disse.
Segundo o desembargador, esse dilema acerca do uso da IA na rotina judicial lembra muito a época de transição dos processos físicos para os digitais, que foi exitosa. Laudivon considera que o real desafio agora é mudar o modo de agir e pensar sobre essas novas ferramentas, tornando-as instrumentos para que sejam garantidos os direitos de cidadãs e cidadãos.
Superada essa desconfiança com a IA, o presidente do TJAC acredita que será possível “entregar com segurança, dentro dos princípios funcionais, o devido processo legal, as garantias constitucionais, o contraditório, também defesa e a razoável duração do processo”, manifestou. Ele completou que, se bem empregada, essa tecnologia impede que o processo “seja demasiadamente demorado ou pesado”, concluiu.
O painel sobre a chegada da IA ao processo legal contou ainda com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, e do presidente eleito do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Pedro Nelson. A atividade teve a mediação do superintendente de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), André Praça.


TJAC é destaque na aplicação de IA
Conforme o pronunciamento do presidente, o TJAC tem avançado na aplicação da IA em sua rotina e conseguido bons resultados. Tudo isso sem deixar de lado a necessária revisão, a segurança jurídica e a proteção de dados sensíveis, conforme estabelecem normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei Geral de Proteção de Dados (nº 13.709/2018).
Exemplo disso é a Assistente Digital Avançada (ADA), inteligência artificial desenvolvida pelo próprio Tribunal para apoiar magistradas e magistrados na prestação do serviço jurisdicional. A tecnologia foi apresentada na última edição da Expojud. Desta vez, está exposta a Humanize IA, solução que permite julgamentos mais qualificados e alinhados a parâmetros internacionais de direitos humanos.
O Judiciário acreano traz ainda o programa de Assistência à Saúde Mental, que concilia tecnologia e bem-estar; o projeto Magistrado Gestor, voltado à formação de juízas e juízes para assumirem cargos de liderança e administração dentro da gestão judiciária; e o Plantando o Futuro, iniciativa que prevê o plantio de 15 mil árvores em áreas degradadas de todo o Acre.
A Expojud ocorre até quinta-feira, 8, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), localizado no Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, Asa Sul, em Brasília. O evento é considerado o maior congresso do sistema jurídico do país e reúne advogados, membros e servidores do Judiciário, além de profissionais das áreas de Tecnologia, Inovação, Comunicação, Gestão e Recursos Humanos.



Fotos: William Azevedo/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC leva inovação, tecnologia e cuidado com as pessoas à Expojud 2026
Humanize IA, Magistrado Gestor, Plantando o Futuro e o Programa de Assistência à Saúde Mental mostram como o Tribunal aposta em soluções inovadoras para transformar a prestação de serviços ao cidadão
No palco de um dos maiores congressos de tecnologia, inovação e direito voltado ao ecossistema da Justiça e aos órgãos de controle, a Expojud, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) se apresentou pelo segundo ano consecutivo, levando iniciativas que ocuparam lugar de destaque no palco principal do evento.
Realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, entre os dias 6 e 9, a Expojud reuniu referências em tecnologias do futuro e promoveu importantes diálogos e reflexões sobre liderança e gestão humanizada. O evento contou com um público diverso, unido pelo desafio de aprimorar cada vez mais os serviços prestados ao cidadão, utilizar a tecnologia da melhor forma, inovar na gestão e manter o olhar atento a quem está por trás de tudo isso: o ser humano.
Quatro iniciativas foram apresentadas pelo TJAC no estande do Tribunal. Três delas foram novidades na programação do evento: o programa Humanize e os projetos Magistrador Gestor, que futuramente será transformado em programa, e Plantando o Futuro. Os avanços do Programa de Assistência à Saúde Mental, apresentado na Expojud de 2025, também ganharam espaço em mais uma edição do evento, que chegou à sua décima edição.
O TJAC também participou da programação com palestras na arena central, no palco principal e em salas temáticas, que reuniram atividades específicas nas áreas de comunicação e inovação.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou que, por meio dessas iniciativas, o Acre também deu sua contribuição ao evento.
“O Tribunal de Justiça é um tribunal inovador e essa é a razão pela qual já estamos na segunda edição da Expojud, apresentando aquilo que temos de melhor, que é a criatividade das nossas equipes, o desenvolvimento de ideias que finalmente alcançam o cidadão. E é isso que estamos fazendo: apresentando para outras instituições e empresas a nossa grande contribuição”, comentou.




Programa Humanize no palco
Desenvolvido sob a coordenação da Presidência do TJAC, por meio do gabinete do juiz auxiliar Giordane Dourado, com a participação do Laboratório de Inovação (Inova) e da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), o programa Humanize teve como foco enfrentar a baixa aplicação do controle de convencionalidade no sistema jurídico brasileiro.
A principal iniciativa do projeto foi o desenvolvimento da inteligência artificial Humanize IA, que analisa automaticamente a aplicação do controle de convencionalidade em conteúdos processuais, como petições, decisões, manifestações e votos. A tecnologia verifica a compatibilidade dos atos judiciais com a legislação nacional e sua aderência a tratados internacionais de direitos humanos, além de mensurar a conformidade com precedentes e opiniões consultivas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).
O projeto também previu a celebração de termos de cooperação na área dos direitos humanos, a criação de trilhas formativas, a capacitação de magistrados, servidores e forças de segurança, além da instituição do Prêmio Humanize de Convencionalidade, da articulação com órgãos do Sistema de Justiça e do intercâmbio institucional.
Novas iniciativas
Outra novidade que gerou boas expectativas foi o recém-lançado projeto Magistrado Gestor, que teve como proposta capacitar juízas e juízes que acumulam a atividade jurisdicional com funções administrativas, como a Direção do Foro.
A iniciativa buscou aproximar a formação técnico-jurídica das demandas de governança institucional, trazendo uma nova abordagem de liderança para o Poder Judiciário acreano, com foco em gestão estratégica e de pessoas, planejamento e inteligência emocional.
Já o projeto Plantando o Futuro levou a sustentabilidade para o centro da gestão. A iniciativa teve como objetivo plantar 15 mil árvores, entre ipês, açaizeiros, seringueiras e espécies frutíferas com alto potencial de sequestro de carbono, até 2030.
Além do reflorestamento, foram previstas ações e campanhas de conscientização voltadas a magistrados, servidores, instituições parceiras e sociedade civil. Outra frente de trabalho buscou mitigar e compensar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) decorrentes das atividades judiciais e administrativas do Tribunal.
Assistência à Saúde Mental
Apresentado no ano anterior, o programa atuou por meio de ações e projetos voltados à saúde mental de magistrados, servidores e colaboradores, aliando prevenção e inovação tecnológica.
A partir do projeto Equilibra, o programa combinou inteligência artificial e metodologias voltadas à promoção do bem-estar no ambiente de trabalho. A ferramenta ofereceu um chatbot de suporte emocional, capaz de monitorar indicadores relacionados à saúde mental. Ao identificar sinais de atenção, o sistema ofereceu suporte e orientou o encaminhamento para atendimento especializado.
Com a expectativa de reunir cerca de 3 mil pessoas durante os três dias de evento, além de 446 instituições convidadas, a Expojud contou, naquela edição, com 130 expositores e experiências, mais de 200 palestrantes e especialistas, que participaram simultaneamente de palestras, painéis, oficinas e apresentações de cases. O encontro promoveu uma ampla troca de informações, experiências e práticas inovadoras, colocando em debate os caminhos para aprimorar a missão de servir à sociedade.



Fotos: Secom TJAC e cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásRio Branco recebe nova frota de ônibus zero quilômetro e inicia nova fase do transporte coletivo com tarifa zero por 10 dias
-
TJ AC5 dias atrásTJAC inaugura nova recepção da Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul e avança com amplo projeto de modernização de todo o complexo
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura avança com obras de drenagem, saneamento e pavimentação, transformando a realidade de moradores da Baixada da Sobral
-
FAMOSOS6 dias atrásCarol Peixinho curte dia de praia com Thiaguinho e o filho, Bento: ‘Amores’
-
TJ AC6 dias atrásTJAC conquista Selo Linguagem Simples do CNJ pelo programa Audiência Pública
-
FAMOSOS5 dias atrásAna Castela revela habilidade e ensina receita de salmão ao molho de maracujá
-
FAMOSOS6 dias atrásMaju Coutinho exibe barriguinha de grávida durante treino em casa
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásConfira o que pode e o que não pode até o dia da votação