AGRONEGÓCIO
Açúcar sobe nas bolsas internacionais, enquanto mercado físico brasileiro mantém pressão nos preços
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O mercado internacional do açúcar encerrou a última semana com valorização nas principais bolsas globais. Em contraste, o mercado físico brasileiro registrou recuo nas cotações, refletindo um cenário de oferta e comercialização interna mais pressionado.
Ao mesmo tempo, dados recentes indicam crescimento no volume exportado pelo Brasil e uma programação significativa de embarques nos portos nacionais. No cenário global, analistas acompanham projeções que apontam possível déficit de oferta nas próximas safras, o que pode sustentar os preços internacionais no médio prazo.
Contratos de açúcar registram alta em Nova York e Londres
Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na ICE Futures, em Nova York, terminaram o pregão de sexta-feira (06) em terreno positivo.
O contrato com vencimento em maio de 2026 avançou 0,38 centavo de dólar, encerrando a 14,10 cents por libra-peso. Já o contrato julho/26 registrou valorização de 0,40 centavo, alcançando 14,19 cents/lbp, enquanto o outubro/26 subiu 0,38 centavo e fechou a 14,54 cents/lbp. Outros vencimentos mais longos também acompanharam o movimento de alta.
Na ICE Europe, em Londres, os contratos de açúcar branco também apresentaram ganhos relevantes. O contrato maio/26 avançou US$ 8,00, fechando a US$ 414,50 por tonelada.
Os contratos agosto/26 e outubro/26 registraram altas de US$ 10,20 e US$ 10,30, respectivamente, encerrando ambos a US$ 415,40 por tonelada.
Preço do açúcar cristal recua no mercado brasileiro
Mesmo com a valorização no exterior, o mercado físico brasileiro apresentou nova queda nos preços.
O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo Cepea/Esalq, apontou recuo na sexta-feira (06). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 97,38, representando queda diária de 0,25%.
Com esse resultado, o indicador acumula desvalorização de 1,23% no mês de março, sinalizando que a dinâmica interna de oferta e demanda ainda mantém pressão sobre as cotações domésticas.
Mercado acompanha projeções de déficit global
As perspectivas para o mercado mundial de açúcar indicam possível aperto na oferta nos próximos ciclos produtivos.
Estimativas de analistas apontam que o mercado global pode enfrentar déficit de cerca de 1,5 milhão de toneladas na safra 2026/27.
No caso do Centro-Sul do Brasil, principal polo produtor do país, a produção é estimada em aproximadamente 40,38 milhões de toneladas, com uma parcela menor da cana-de-açúcar direcionada à fabricação de açúcar.
Projeções de consultorias do setor também sugerem um déficit mais amplo no mercado internacional, que pode alcançar 2,68 milhões de toneladas na safra 2026/27, considerando fatores como condições climáticas e estímulos de preços à produção.
Programação de embarques supera 1,49 milhão de toneladas
Levantamento da agência marítima Williams Brasil indica que 41 navios estavam na fila para embarcar açúcar nos portos brasileiros na semana encerrada em 4 de março. No levantamento anterior, o número era de 40 embarcações.
A programação total de carregamento soma 1,493 milhão de toneladas, ligeiramente acima das 1,461 milhão de toneladas registradas na semana anterior.
O Porto de Santos (SP) concentra o maior volume previsto para embarque, com 909.388 toneladas.
Outros portos com embarques programados incluem:
- Paranaguá (PR): 215.350 toneladas
- São Sebastião (SP): 231.300 toneladas
- Maceió (AL): 115.900 toneladas
- Recife (PE): 22.000 toneladas
Entre os tipos de açúcar destinados à exportação predominam:
- VHP: 1.404.938 toneladas
- Cristal B150: 5 mil toneladas
- TBC: 77 mil toneladas
- Refinado A45: 7 mil toneladas
O levantamento considera embarcações já atracadas, navios aguardando vaga e também aqueles com previsão de chegada até 7 de junho.
Exportações crescem em volume, mas preços menores reduzem receita
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 2.229.718 toneladas de açúcar em fevereiro, com receita total de US$ 818,842 milhões.
O preço médio de comercialização foi de US$ 367,20 por tonelada.
A média diária de receita das exportações atingiu US$ 45,491 milhões, considerando 18 dias úteis no mês.
Na comparação com fevereiro de 2025, os números indicam mudanças no perfil das vendas externas:
- Volume médio diário exportado: aumento de 22,2%
- Preço médio do produto: queda de 23,1%
- Receita média diária: recuo de 6,1%
No consolidado do mês, o volume exportado cresceu 22% frente às 1,825 milhão de toneladas embarcadas em fevereiro de 2025, enquanto a receita apresentou retração de 6% em relação aos US$ 872 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Câmbio e cenário econômico seguem no radar do setor
O desempenho das exportações agrícolas brasileiras também é influenciado pelo ambiente macroeconômico e pelas condições do mercado financeiro.
O Banco Central do Brasil monitora fatores como inflação, taxa de juros e comportamento do câmbio, que impactam diretamente a competitividade das commodities brasileiras no mercado internacional.
Nesse contexto, a evolução do dólar frente ao real continua sendo um dos principais elementos observados pelos agentes do setor sucroenergético.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro
A cidade de Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.
Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.
O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.
A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.
Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.
Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.
Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)
Fonte: Pensar Agro
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