AGRONEGÓCIO
Agroceres Multimix lança divisão agCare para impulsionar inovação em nutrição animal
AGRONEGÓCIO
A Agroceres Multimix apresentou oficialmente ao mercado, na última quinta-feira (5 de março), a agCare, nova divisão dedicada ao desenvolvimento de produtos de especialidade voltados à nutrição animal. A iniciativa reforça a estratégia da empresa de ampliar a fronteira tecnológica do setor e entregar soluções confiáveis e de alta performance para produtores.
Segundo a companhia, a criação da unidade busca estruturar de forma mais robusta o desenvolvimento de aditivos e tecnologias nutricionais baseadas em ciência aplicada, metodologia rigorosa e validação técnica consistente.
De acordo com Ricardo Liberal, a criação da divisão surgiu da necessidade de concentrar o desenvolvimento de especialidades em uma estrutura dedicada.
“Não havia melhor maneira de fazer isso do que criar uma divisão específica para tratar das especialidades da Agroceres Multimix. Essa é a ideia da divisão agCare”, explicou.
Ele destaca que o desenvolvimento de produtos dessa categoria exige alto nível de criticidade científica.
“Quando a gente pensa na criação de um produto de especialidade, ou seja, um aditivo, ele precisa entregar resultado por si só, independentemente do ambiente ou da nutrição em que será aplicado. Isso exige um grau muito grande de criticidade no desenvolvimento”, afirmou.
O que é a agCare e como atua no mercado
A agCare é a divisão especializada da Agroceres Multimix voltada à pesquisa, desenvolvimento, validação, produção e comercialização de produtos inovadores para o agronegócio.
Segundo a empresa, a estrutura foi projetada para transformar conhecimento científico em soluções práticas para o campo, sustentadas por dados robustos, consistência estatística e comprovação biológica.
Cada produto desenvolvido pela unidade busca atender demandas reais da produção animal, garantindo:
- confiabilidade técnica
- segurança de aplicação
- resultados mensuráveis no campo
Ricardo Liberal também destacou que as soluções desenvolvidas passam por validações em diferentes cenários produtivos.
“Quando desenvolvemos uma especialidade, ela precisa entregar resultados independentemente da nutrição ou do ambiente. Por isso validamos essas soluções em diversos cenários”, explicou.
O objetivo, segundo ele, é ampliar cada vez mais a entrega de soluções ao produtor.
“Esperamos entender cada vez mais as necessidades dos produtores, internalizar essas demandas e gerar soluções por meio de aditivos e especialidades da divisão agCare.”
Propósito e posicionamento estratégico da nova divisão
A criação da agCare reforça o posicionamento estratégico da Agroceres Multimix de ampliar o uso de tecnologia aplicada à nutrição animal, com foco em inovação e desempenho produtivo.
Ricardo Liberal destacou que a iniciativa representa mais um passo na evolução do setor.
“O lançamento da agCare reforça nosso compromisso com a inovação e com a evolução contínua da nutrição animal no Brasil e no mundo. Cada produto é desenvolvido com rigor científico, foco em performance e resultados comprovados.”
Base científica e validação técnica rigorosa
Todos os produtos da agCare seguem um processo estruturado de desenvolvimento baseado em ciência aplicada e validação criteriosa.
O rigor científico atua como principal filtro em cada etapa do processo, incluindo:
- investigação aprofundada das necessidades do campo
- validações técnicas criteriosas
- testes laboratoriais para garantir precisão e confiabilidade
- análise de consistência estatística e biológica antes da comercialização
Segundo a empresa, apenas tecnologias que demonstram segurança, reprodutibilidade e eficácia biológica chegam ao mercado.
Parcerias científicas com instituições nacionais e internacionais
Para fortalecer o processo de pesquisa e validação, a agCare mantém parcerias com importantes instituições acadêmicas e centros de pesquisa no Brasil e no exterior, entre elas:
- Esalq-USP
- Universidade Federal de Viçosa (UFV)
- Unesp
- UFMG
- Kansas State University
Essas colaborações permitem aprofundar estudos sobre mecanismos de ação, respostas biológicas e limites de uso das tecnologias, ampliando a confiabilidade das soluções oferecidas ao mercado.
Segundo Filipe Zanferari, essas parcerias contribuem diretamente para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e para a evolução da nutrição animal no país.
Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento fortalecem a inovação
Nos últimos cinco anos, a Agroceres Multimix investiu cerca de R$ 80 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com a realização de 274 estudos científicos que dão suporte ao portfólio atual da empresa.
Ricardo Liberal também destacou que parte desse investimento foi direcionada à estrutura da divisão agCare.
“Temos feito investimentos importantes tanto em pesquisa quanto em estrutura física. Hoje contamos com um laboratório de desenvolvimento específico para essa área e também com uma biofábrica para experimentos com biológicos, eubióticos e simbióticos”, explicou.
Segundo ele, os resultados já podem ser observados no portfólio da empresa.
“Já temos especialidades que são cases de sucesso, com excelente faturamento e entrega consistente de resultados. A divisão já nasce robusta e com um portfólio grande de produtos para suínos, aves, bovinos de corte e bovinos de leite.”
Case de sucesso: Flavolac aumenta produtividade na suinocultura
Durante o evento de lançamento, o nutricionista de suínos da Agroceres Multimix, Felipe Norberto Alves Ferreira, apresentou um case de sucesso da divisão agCare envolvendo o produto Flavolac.
A tecnologia é uma especialidade imunomoduladora desenvolvida para fêmeas suínas em lactação, com o objetivo de estimular a produção de leite e melhorar a produtividade sem aumentar o desgaste corporal das matrizes.
“O Flavolac tem a capacidade de estimular a produção de leite e aumentar a produtividade da fêmea sem que ela precise mobilizar tecido corporal e sem impacto sobre o consumo de ração ou outros aspectos metabólicos”, explicou.
O produto foi desenvolvido ao longo de 10 anos de pesquisa, reunindo um blend de aditivos nutricionais provenientes de sete países.
Segundo Ferreira, a eficiência foi comprovada por meio de 15 experimentos científicos, sendo oito internos e sete externos.
Entre os principais resultados observados estão:
- aumento da produção de leite
- maior ganho de peso da leitegada
- redução da mortalidade pré-desmame
- menor mobilização corporal das matrizes
Apoio técnico para adoção de novas tecnologias no campo
De acordo com a empresa, a divisão agCare foi estruturada para apoiar os produtores na adoção segura de novas tecnologias nutricionais.
O objetivo é oferecer soluções desenvolvidas com rigor científico e metodologia validada, garantindo maior previsibilidade de resultados nos sistemas produtivos.
“Cada especialidade desenvolvida sob o guarda-chuva da agCare segue um rigor científico que pode ser comparado e publicado em qualquer ambiente científico”, destacou a empresa.
Com isso, o produtor pode adotar as tecnologias com maior confiança.
“Se o produtor enfrenta um problema dentro da granja, pode ter certeza de que ao adotar uma tecnologia desenvolvida pela agCare ela foi testada, validada e será viável dentro do seu sistema produtivo.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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