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Agrodefesa e UFG firmam parceria para reforçar vigilância fitossanitária em Goiás

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a Universidade Federal de Goiás (UFG) formalizaram um acordo de cooperação técnico-científica com o objetivo de fortalecer as ações de vigilância fitossanitária no estado. A parceria busca aprimorar estratégias de monitoramento, prevenção e controle de doenças agrícolas de importância econômica e quarentenária.

Além das ações operacionais, o acordo também prevê o desenvolvimento de projetos de pesquisa que serão conduzidos pela Escola de Agronomia da UFG, seguindo um plano de trabalho elaborado em conjunto pelas duas instituições.

Parceria busca ampliar monitoramento e diagnóstico de doenças

Com a cooperação, a expectativa é ampliar a capacidade de monitoramento das lavouras e agilizar o diagnóstico de possíveis doenças em plantas que possam afetar a produção agrícola em Goiás.

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a integração entre o órgão estadual e a universidade permitirá gerar informações estratégicas para orientar políticas públicas de defesa vegetal.

De acordo com ele, o trabalho conjunto contribuirá para produzir indicadores epidemiológicos regionais, apoiar o planejamento de ações preventivas e fortalecer medidas de contingência voltadas à proteção das lavouras.

Vigilância fitossanitária é estratégica para o agronegócio goiano

O setor agrícola possui papel central na economia de Goiás, o que torna essencial a manutenção de um sistema eficiente de vigilância fitossanitária. A ausência de monitoramento contínuo pode dificultar a identificação rápida de pragas e doenças, aumentando os riscos de disseminação e prejuízos à produção.

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Nesse contexto, a cooperação entre Agrodefesa e UFG surge como uma estratégia para integrar conhecimento científico com a atuação do poder público, reforçando a capacidade de prevenção, diagnóstico e controle de problemas sanitários que afetam a agricultura.

Ações previstas incluem monitoramento e análise de amostras

Entre as atividades previstas no acordo estão ações periódicas de monitoramento fitossanitário em diferentes municípios goianos. Durante essas atividades, equipes técnicas realizarão a coleta de amostras de material vegetal em campo, que posteriormente serão analisadas em laboratório.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explica que os trabalhos também envolverão a elaboração de relatórios técnicos e a atualização de bases de dados relacionadas à ocorrência de pragas e doenças agrícolas.

Essas informações serão utilizadas para orientar estratégias de fiscalização, prevenção e, quando necessário, medidas de contenção.

Dados técnicos irão gerar relatórios e mapas epidemiológicos

Os dados coletados durante as atividades de monitoramento serão organizados e analisados para a elaboração de relatórios técnicos anuais. Esses documentos deverão apresentar indicadores epidemiológicos regionais, mapas de ocorrência de doenças e análises comparativas sobre a evolução dos problemas fitossanitários no estado.

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Além disso, os bancos de dados fitossanitários serão atualizados continuamente e compartilhados entre as equipes técnicas das duas instituições.

A iniciativa permitirá que as autoridades sanitárias tenham acesso a informações mais precisas para o planejamento de ações no campo.

Integração entre pesquisa e fiscalização fortalece resposta sanitária

Outro ponto importante do acordo é a criação de um fluxo permanente de comunicação técnico-científica entre Agrodefesa e UFG. As instituições deverão realizar reuniões periódicas para avaliar resultados, revisar estratégias e identificar novas áreas prioritárias de atuação.

Segundo Leonardo Macedo, a integração entre pesquisa acadêmica e fiscalização oficial fortalece a capacidade de resposta do estado diante de possíveis emergências sanitárias.

Com isso, Goiás busca ampliar a segurança fitossanitária de sua produção agrícola, protegendo lavouras e garantindo maior estabilidade ao agronegócio estadual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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