AGRONEGÓCIO
Agrodefesa realiza ciclo de palestras sobre sanidade dos citros em Goiás
AGRONEGÓCIO
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) promove na próxima terça-feira (16/9), em Goialândia, distrito de Anápolis, o “Ciclo de Palestras de Citros: HLB no Estado de Goiás”. O evento acontece no Salão Paroquial da Praça Matriz, das 8h às 11h30, e tem como foco a capacitação de produtores rurais e engenheiros-agrônomos no diagnóstico, monitoramento e manejo do Huanglongbing (HLB), considerada a praga mais destrutiva para os pomares de citros.
Citricultura em expansão exige atenção redobrada
Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a citricultura é uma das cadeias produtivas que mais cresce em Goiás e, por isso, requer ações preventivas contra pragas.
“Apesar do potencial da atividade, o HLB representa uma ameaça significativa. É essencial levar informações de qualidade aos produtores para que possam atuar de forma preventiva e consciente”, destaca.
Focos de HLB identificados em diferentes municípios
Em 2024, a Agrodefesa detectou a presença da doença em plantações de citros em Campo Limpo de Goiás, Quirinópolis e Anápolis. O gerente de Sanidade Vegetal da agência, Leonardo Macedo, reforça que ações educativas são decisivas para conter o avanço da praga.
“Eventos como este ciclo de palestras são fundamentais para ampliar o conhecimento técnico e reforçar que a defesa agropecuária depende do comprometimento de toda a cadeia produtiva”, explica.
Programação do evento
A coordenadora do Programa de Prevenção e Controle de Pragas em Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, apresentará práticas de controle e manejo do HLB em Goiás. Também estão previstas:
- Palestra “HLB: Sintomas, Controle e Monitoramento”, com a engenheira-agrônoma Verônica Kastalski de Souza (Fundecitrus);
- Participação de Nozi Carneiro, supervisora técnica das Cadeias de Fruticultura e Horticultura do Senar Goiás.
Mariza ressalta que a falta de engenheiros-agrônomos em algumas propriedades dificulta a identificação precoce dos sintomas da praga. “Os ciclos de palestras são essenciais para levar orientação técnica diretamente aos produtores”, afirma.
Inscrições e informações
As inscrições para o Ciclo de Palestras de Citros serão realizadas no local, antes do início da programação. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (62) 3201-2398, na Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de soja do Brasil batem 58,5 milhões de toneladas e reforçam liderança global em 2026
O agronegócio brasileiro segue consolidando sua posição de protagonista no comércio mundial de grãos. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) mostram que as exportações brasileiras de soja atingiram 58,51 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, volume superior aos 54,26 milhões embarcados no mesmo período do ano passado.
O resultado confirma o forte desempenho da cadeia produtiva da soja e reforça as projeções de que o Brasil permanecerá como o principal fornecedor global da commodity ao longo deste ano.
Somente em maio, os embarques da oleaginosa alcançaram 15,42 milhões de toneladas. Para junho, a programação portuária indica exportações próximas de 12,4 milhões de toneladas, mantendo um ritmo elevado de comercialização internacional.
Colheita da soja entra na reta final
A safra brasileira de soja 2025/26 está praticamente concluída, restando apenas algumas áreas nos estados do Maranhão, Piauí e Santa Catarina. Com o encerramento dos trabalhos de campo, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou as regras para o vazio sanitário e o calendário de semeadura da safra 2026/27.
A medida, considerada estratégica para a defesa fitossanitária das lavouras, estabelece períodos de 60 a 90 dias sem plantas vivas de soja, visando o controle da ferrugem-asiática, uma das doenças mais agressivas da cultura.
China segue como principal destino da soja brasileira
A dependência chinesa da soja brasileira permanece expressiva. Segundo a ANEC, a China respondeu por 70% das compras da oleaginosa brasileira entre janeiro e maio deste ano.
Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%) e Irã (2%), demonstrando a ampla diversificação dos mercados atendidos pelo Brasil.
Milho caminha para safra histórica
Enquanto a soja encerra sua colheita, o milho vive um momento decisivo. A colheita da primeira safra alcançou 84,6% da área cultivada até o fim de maio, em linha com a média dos últimos cinco anos. Paralelamente, os primeiros talhões da segunda safra começaram a ser colhidos em estados como Mato Grosso e Tocantins.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa de produção e agora projeta uma safra total de 140,17 milhões de toneladas de milho em 2026, distribuídas em uma área de 22,56 milhões de hectares. O consumo interno está estimado em 94,86 milhões de toneladas.
Caso a projeção se confirme, o Brasil terá uma das maiores colheitas de milho de sua história.
Exportações de milho devem ganhar força no segundo semestre
Com a chegada da safrinha ao mercado, os embarques brasileiros de milho tendem a acelerar nos próximos meses. Atualmente, cerca de 500 mil toneladas constam na programação de embarques para junho, mas o volume ainda deve aumentar à medida que novos contratos forem consolidados.
A expectativa da ANEC é de que o Brasil exporte aproximadamente 44 milhões de toneladas do cereal ao longo de 2026, mantendo sua relevância entre os principais fornecedores globais do grão.
Entre os principais compradores do milho brasileiro neste ano estão Egito (27%), Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%) e Malásia (5%).
Complexo soja movimenta mais de 76 milhões de toneladas
Os números da ANEC mostram ainda a força do complexo soja. Entre janeiro e maio, o Brasil exportou:
- 58,51 milhões de toneladas de soja em grão;
- 10,41 milhões de toneladas de farelo de soja;
- 5,76 milhões de toneladas de milho;
- 970 mil toneladas de trigo;
- 503 mil toneladas de DDGS;
- 35 mil toneladas de sorgo.
Somados, os embarques desses produtos atingiram 76,19 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano.
Brasil fortalece protagonismo no comércio global de grãos
Os dados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar mundial. Com produção crescente, logística mais eficiente e demanda internacional aquecida, o país segue ampliando sua participação nos mercados globais de soja, milho e derivados.
A combinação entre safra volumosa, forte demanda asiática e perspectiva de exportações recordes mantém o agronegócio brasileiro como um dos principais motores da economia nacional em 2026, sustentando geração de renda, entrada de divisas e competitividade no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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