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Agronegócio brasileiro mostra resiliência e pode alcançar nova safra recorde mesmo com crédito restrito

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Agronegócio brasileiro segue forte mesmo com cenário financeiro desafiador

O agronegócio brasileiro continua demonstrando capacidade de adaptação e resiliência mesmo diante de um ambiente econômico marcado por crédito mais restrito e juros elevados.

De acordo com o quinto levantamento da Safra de Grãos 2025/2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional deve atingir 353,37 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 0,40% em relação ao ciclo anterior.

Esse desempenho reforça a força do setor e a habilidade do produtor rural em enfrentar desafios econômicos, mantendo o ritmo de expansão da produção agrícola no país.

Investimentos em tecnologia e gestão sustentam a produtividade

Mesmo com o aumento do custo do crédito, agricultores brasileiros continuam investindo em tecnologia, planejamento e estratégias mais eficientes de compra.

Essas iniciativas têm sido fundamentais para garantir ganhos de produtividade, otimização de custos e maior competitividade no mercado agrícola. A adoção de ferramentas digitais e de modelos mais modernos de gestão tem ajudado produtores a tomar decisões mais estratégicas para suas lavouras.

Plataformas digitais ampliam acesso a benefícios e melhores condições

Nesse cenário, empresas do setor têm desempenhado papel relevante ao oferecer soluções que facilitam o acesso a condições comerciais mais vantajosas.

Um exemplo é a Orbia, considerada a maior plataforma digital do agronegócio na América Latina. A empresa surgiu inicialmente como um programa de fidelidade e evoluiu para um ecossistema que reúne soluções para toda a cadeia agrícola.

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Por meio da plataforma, produtores podem cotar, comprar e pagar por insumos de forma online, além de acumular pontos e acessar benefícios exclusivos.

Campanha “Firme Forte” busca apoiar planejamento do produtor

Dentro dessa estratégia de apoio ao produtor rural, a Orbia lançou mais uma edição da campanha “Firme Forte”, uma das principais iniciativas da empresa no primeiro trimestre do ano.

A ação ocorre entre 9 e 29 de março e reúne diversas condições especiais voltadas ao planejamento das próximas safras.

Segundo Ivan Moreno, CEO da Orbia, a proposta da campanha vai além de ofertas comerciais.

“Mais do que ofertas, a campanha carrega um simbolismo que conversa diretamente com o campo. Firmeza e força para decidir melhor, gerir com precisão, superar desafios e alcançar resultados impressionantes, do jeito que só o agro faz”, afirma.

Descontos, pontos extras e condições especiais para insumos

Durante o período da campanha, os produtores poderão aproveitar uma série de benefícios, entre eles:

  • Até 84% de desconto no resgate de produtos e serviços utilizando pontos do programa de fidelidade
  • Acúmulo extra de pontos com parceiros, incluindo pontos em dobro com a Yara
  • Até cinco vezes mais pontos com a Decolar
  • Cupons de desconto e frete grátis
  • Condições especiais para compra de insumos agrícolas
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Planejamento antecipado ajuda a reduzir custos no campo

Entre os principais atrativos da campanha está a possibilidade de adquirir sementes, fertilizantes e defensivos com condições mais favoráveis, permitindo que o produtor se antecipe no planejamento da próxima safra.

Essa estratégia pode contribuir diretamente para a gestão de custos, especialmente em um momento de maior pressão financeira sobre o setor.

Produtor segue protagonista do crescimento do agro

Mesmo diante de desafios como juros elevados e crédito mais caro, o produtor rural brasileiro segue demonstrando capacidade de adaptação e protagonismo no desenvolvimento do setor.

Para Moreno, iniciativas que ampliam o acesso a benefícios e soluções digitais ajudam a fortalecer o campo.

“Diante de desafios como o crédito mais caro e juros elevados, o campo brasileiro reforça sua capacidade de adaptação. Com o apoio de soluções digitais e iniciativas que ampliam o acesso a benefícios e melhores condições comerciais, o produtor segue como protagonista de um setor que continua a impulsionar a economia nacional e a bater recordes, safra após safra”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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