AGRONEGÓCIO
Exportações de grãos do Brasil mantêm estabilidade em outubro, aponta Anec
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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou, nesta terça-feira (21), seu boletim semanal com as projeções de exportação de grãos do Brasil para outubro. Os números mostram poucas alterações em relação às estimativas da semana anterior, indicando estabilidade no ritmo dos embarques.
Exportações de soja devem somar 7,34 milhões de toneladas
De acordo com a Anec, a exportação de soja deve alcançar 7,34 milhões de toneladas neste mês, ligeiramente acima das 7,31 milhões de toneladas projetadas na semana passada. O resultado reflete a manutenção do forte fluxo de embarques do grão, que continua sendo o principal produto do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Milho mantém bom desempenho com previsão de 6,57 milhões de toneladas
Para o milho, a projeção da Anec foi ajustada para 6,57 milhões de toneladas, frente às 6,46 milhões estimadas anteriormente. O resultado reforça o bom desempenho das exportações do cereal neste segundo semestre, impulsionado pela forte demanda externa e pela competitividade do produto brasileiro.
Farelo de soja tem leve alta nas projeções de exportação
Já o farelo de soja também apresentou pequena elevação nas previsões. A Anec agora estima embarques de 2,09 milhões de toneladas, ante 2,01 milhões divulgadas na semana anterior. A demanda aquecida por produtos derivados da oleaginosa continua sustentando o crescimento do segmento.
Cenário de estabilidade nas exportações
Com as projeções praticamente inalteradas, a Anec indica que as exportações de grãos brasileiros seguem em ritmo consistente, sem grandes surpresas em outubro. O desempenho do setor continua sendo sustentado pela forte safra nacional e pelo papel estratégico do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de soja e milho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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