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Agronegócio lidera ranking de reputação corporativa no Brasil, aponta pesquisa da SEC Newgate

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Agro assume liderança em reputação corporativa no país

O agronegócio brasileiro conquistou o topo do ranking de reputação corporativa, superando setores tradicionalmente bem avaliados como tecnologia e varejo.

De acordo com o SEC Newgate, o setor agrícola foi o mais bem avaliado no Impact Monitor 2025, com 75% de avaliações positivas — à frente da tecnologia (73%) e dos supermercados (71%).

O levantamento global ouviu 1.012 brasileiros entre agosto e setembro de 2025, mapeando a percepção pública sobre o comportamento ético e a responsabilidade de empresas e governos diante de desafios econômicos, ambientais e sociais.

ESG ainda é desafio para empresas e governos

Apesar do bom desempenho do agro, o estudo revela que a população brasileira continua insatisfeita com o engajamento das empresas e do poder público em temas relacionados a ESG (Ambiental, Social e Governança).

Segundo o relatório, 87% dos brasileiros dizem se interessar por questões de sustentabilidade e responsabilidade social, mas apenas 40% acreditam que as grandes empresas são transparentes sobre suas práticas.

Há também um forte desejo de que o setor corporativo assuma posições públicas sobre questões sociais e ambientais:

  • 87% dos entrevistados defendem que as empresas se manifestem, mesmo que isso gere descontentamento entre grupos específicos.
  • 86% apoiam essa postura mesmo que ela torne as companhias impopulares junto ao governo.
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Valorização do produto nacional e da indústria local

Outro ponto destacado pela pesquisa é o crescimento da valorização da produção brasileira.

Cerca de 59% dos entrevistados afirmam que as empresas devem fabricar seus produtos no Brasil, mesmo que isso aumente o custo final ao consumidor.

Além disso, 78% disseram ter uma percepção mais positiva de companhias que mantêm suas operações em território nacional, indicando que o “selo de origem brasileira” se tornou um diferencial de reputação.

“O consumidor brasileiro está enviando uma mensagem clara: ele valoriza a origem e a geração de emprego local a ponto de aceitar pagar um prêmio por isso. A ‘etiqueta nacional’ virou um ativo de reputação inegociável”, destacou Thyago Matihas, vice-presidente de Public Affairs da SEC Newgate para o Brasil e América Latina.

Inteligência Artificial desperta cautela entre os brasileiros

O avanço da Inteligência Artificial (IA) também foi abordado no estudo, revelando preocupação com impactos no emprego.

Para 74% dos entrevistados, as empresas só devem adotar IA se isso não levar à demissão de funcionários atuais.

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Outros dados mostram que apenas 22% acreditam que as grandes corporações estão fazendo o suficiente para que a tecnologia beneficie todos os públicos envolvidos, enquanto 75% destacam a proteção de dados pessoais como prioridade para as companhias.

Clima, geopolítica e engajamento social

O relatório também avaliou outros temas relevantes para o público brasileiro:

  • Clima: 88% consideram “altamente importante” que o Brasil acelere a transição para energias renováveis, mas 43% avaliam que as empresas fazem pouco para reduzir emissões.
  • Geopolítica: Na percepção dos brasileiros, os melhores parceiros internacionais são a China (72%) e o Japão (70%), à frente dos Estados Unidos (58%).
  • Ativismo corporativo: 86% apoiam que as empresas se posicionem publicamente sobre temas sociais, mesmo que isso gere desconforto político.
Reputação e consumo consciente

O Impact Monitor 2025 reforça uma tendência crescente entre os consumidores brasileiros: a valorização de empresas que combinam propósito, transparência e compromisso social.

A boa imagem do agronegócio, segundo especialistas, reflete a percepção de que o setor contribui para a economia nacional, gera empregos e mantém vínculos com a produção local — fatores que fortalecem a confiança da sociedade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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