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Agropecuária cresce 10,1% no segundo trimestre e impulsiona PIB brasileiro

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A agropecuária brasileira registrou crescimento de 10,1% no segundo trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do setor foi determinante para o avanço de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no período.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o papel do campo na economia nacional.

“O resultado do PIB evidencia a força do agro que impulsiona o Brasil. Trata-se de um setor que investe, cresce e confia no produtor rural brasileiro. Seguiremos trabalhando para gerar cada vez mais resultados e abrir novas oportunidades”, afirmou.

Principais culturas em alta no segundo trimestre

O levantamento mostra que o bom desempenho do agro se deve, principalmente, à safra e ao ganho de produtividade de algumas culturas. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto, os destaques foram:

  • Milho: crescimento de 19,9%
  • Soja: alta de 14,2%
  • Arroz: avanço de 17,7%
  • Algodão: crescimento de 7,1%
  • Café: leve alta de 0,8%
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Essas lavouras foram as principais responsáveis pela expansão da agropecuária no trimestre.

PIB acumula alta no primeiro semestre de 2025

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. O avanço foi puxado por resultados positivos nos três grandes setores da economia:

  • Agropecuária: 10,1%
  • Indústria: 1,7%
  • Serviços: 2,0%
Crescimento também se reflete no acumulado de 12 meses

Na comparação dos quatro trimestres encerrados em junho de 2025 com os quatro imediatamente anteriores, o PIB apresentou crescimento de 3,2%.

Esse resultado foi influenciado pelas seguintes variações:

  • Agropecuária: 5,8%
  • Indústria: 2,4%
  • Serviços: 2,9%

Além disso, houve alta de 3,0% no Valor Adicionado a preços básicos e de 4,2% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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