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Algodão em Nova York fecha em baixa com dólar em alta e cautela global

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O mercado futuro do algodão registrou queda nesta sexta-feira (27) na Bolsa de Nova York (ICE), pressionado por fatores técnicos, valorização do dólar e incertezas sobre a demanda global por fibras têxteis. No Brasil, produtores e exportadores acompanham o movimento de perto, já que ele influencia diretamente a formação dos preços internos da pluma.

Contratos futuros abrem em queda

Os contratos de algodão para março/26 abriram a 63,36 cents por libra-peso, recuo de 81 pontos, ou 1,26% em relação ao fechamento anterior de 64,17 cents/lb. Os contratos de maio/26 começaram o dia a 65,22 cents/lb, queda de 14 pontos (-0,21%), enquanto julho/26 abriu a 66,99 cents/lb, baixa de 8 pontos (-0,12%).

Analistas afirmam que a abertura negativa reflete a continuidade da pressão técnica, com rompimento de níveis de suporte importantes nos gráficos de curto prazo, estimulando vendas automáticas e realização de lucros por fundos de investimento.

Dólar e demanda global pressionam o mercado

A valorização do dólar frente a outras moedas torna as exportações norte-americanas menos competitivas, pressionando os preços. Além disso, o crescimento econômico moderado nas principais economias consumidoras mantém investidores cautelosos, especialmente com as projeções de oferta mundial divulgadas pelo United States Department of Agriculture (USDA).

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Para a temporada 2025/26, iniciada em 1º de agosto, as vendas líquidas de algodão upland nos Estados Unidos somaram 253.200 fardos na semana encerrada em 19 de fevereiro, sendo Bangladesh o maior importador, com 70.700 fardos. Para a temporada 2026/27, já foram negociadas 29.700 toneladas adicionais.

Fechamento dos contratos apresenta perdas

Na sessão anterior, os contratos de maio/26 fecharam a 65,36 cents/lb, baixa de 0,81 centavo (-1,2%), enquanto julho/26 terminou a 67,07 cents/lb, recuo de 0,73 centavo (-1,1%).

No Brasil, a movimentação internacional é acompanhada de perto, pois o câmbio e os preços externos da pluma influenciam a definição comercial da safra 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

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A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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