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Alta do diesel pressiona custos no transporte e no agronegócio e impulsiona busca por eficiência energética

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O avanço no preço do diesel segue como um dos principais desafios para os setores de transporte e agronegócio no Brasil, impactando diretamente os custos operacionais e a competitividade dessas atividades. Em resposta, soluções tecnológicas começam a ganhar espaço como alternativa para aumentar a eficiência e reduzir o consumo de combustível.

Preço do diesel mantém pressão sobre a economia

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o preço médio do diesel no país ficou em torno de R$ 6,15 por litro no início de março de 2026.

O cenário é influenciado pela volatilidade do mercado internacional de petróleo. Recentemente, o barril chegou a ultrapassar US$ 100, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que tem reflexo direto nos custos internos do combustível.

Diesel representa até 40% do custo do frete

No setor de transporte, o impacto é significativo. O diesel responde por cerca de 35% a 40% dos custos do frete rodoviário, tornando o combustível um dos principais componentes da estrutura de preços.

Com isso, qualquer variação no valor do diesel é rapidamente repassada ao custo de produtos e serviços, afetando toda a cadeia econômica.

Agronegócio sente impacto direto no campo e na logística

No agronegócio, a dependência do diesel é ainda mais evidente. O combustível é essencial para o funcionamento de tratores, colheitadeiras e caminhões utilizados tanto na produção quanto no escoamento da safra.

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Como o Brasil figura entre os maiores exportadores globais de commodities como soja e milho, oscilações no preço do diesel impactam diretamente os custos de produção e a competitividade no mercado internacional.

Tecnologia surge como alternativa para reduzir consumo

Diante desse cenário, soluções tecnológicas vêm sendo adotadas para aumentar a eficiência energética dos veículos movidos a diesel.

Uma das alternativas é o sistema desenvolvido pela Economexim, que utiliza um gerador de hidrogênio instalado em veículos pesados, como caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.

O equipamento atua no processo de combustão, promovendo uma queima mais eficiente do diesel. Segundo a empresa, a tecnologia pode proporcionar economia de combustível entre 25% e 40%, além de melhorias no desempenho operacional.

Benefícios operacionais incluem desempenho e menor manutenção

Entre os principais resultados apontados pelo uso da tecnologia estão:

  • Redução no consumo de diesel
  • Aumento de desempenho do motor, podendo chegar a cerca de 30%
  • Limpeza interna do sistema de combustão
  • Menor desgaste de componentes e redução na necessidade de manutenção
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Esses fatores contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a vida útil dos equipamentos.

Solução ganha espaço no transporte coletivo e no agronegócio

A adoção da tecnologia tem avançado principalmente nos setores de transporte coletivo e agronegócio.

Empresas de transporte urbano e rodoviário, que operam com grandes frotas e alto consumo diário, podem obter redução significativa nos custos com combustível.

No campo, produtores rurais também avaliam a adoção do sistema em tratores, colheitadeiras e caminhões, buscando diminuir despesas em um momento de alta nos custos de insumos.

Além disso, há diferentes versões do equipamento, adaptadas para variados tipos de veículos, como pickups, vans, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.

Eficiência já foi testada em milhões de quilômetros

De acordo com a Economexim, os equipamentos já acumulam mais de 3 milhões de quilômetros rodados em testes e aplicações práticas, com média de economia de combustível de 37%, variando conforme o tipo de veículo e as condições de uso.

Com o diesel pressionando setores estratégicos da economia brasileira, soluções voltadas à eficiência energética e redução de custos tendem a ganhar cada vez mais relevância no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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