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Dólar sobe e Ibovespa recua na semana com cautela eleitoral e volatilidade global

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Panorama do mercado financeiro

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (15) em alta frente ao real, refletindo um ambiente de maior cautela entre investidores diante do cenário político brasileiro e das incertezas no mercado internacional. O movimento ocorre após um pregão anterior de alívio nos ativos domésticos.

Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,45%, encerrando cotada a R$ 4,9860. Já o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,72%, fechando aos 178.366 pontos.

Dólar hoje: cotação e desempenho

Às 9h30 desta sexta-feira, o dólar comercial operava em alta de 1,12%, sendo negociado a R$ 5,0416.

A valorização da moeda reflete ajustes de posições no mercado e a atenção dos investidores ao cenário eleitoral brasileiro, além do ambiente externo marcado por incertezas em relação à política monetária global.

Desempenho do dólar:

  • Acumulado da semana: +1,88%
  • Acumulado do mês: +0,69%
  • Acumulado do ano: -9,16%
Ibovespa hoje: mercado acionário em ajuste e cautela

O Ibovespa acompanha um cenário de maior volatilidade, após encerrar a sessão anterior em alta, mas ainda pressionado no acumulado da semana.

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O índice reflete um movimento de realização de lucros após recentes ganhos e a postura mais defensiva dos investidores diante do ambiente político e macroeconômico.

Desempenho do Ibovespa:

  • Acumulado da semana: -3,12%
  • Acumulado do mês: -4,78%
  • Acumulado do ano: +10,70%
Cenário econômico: o que influencia o mercado

O comportamento dos ativos brasileiros segue sensível a fatores internos e externos, com destaque para:

  • Expectativas em torno do cenário eleitoral no Brasil
  • Política de juros no Brasil e nos Estados Unidos
  • Fluxo de capital estrangeiro
  • Oscilações do mercado financeiro global
Perspectiva para o mercado

A tendência é de continuidade da volatilidade ao longo do pregão, com o dólar reagindo a fatores externos e domésticos, enquanto o Ibovespa deve seguir influenciado pelo humor dos mercados internacionais e ajustes técnicos após recentes oscilações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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