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ApexBrasil inaugura escritório em Cuiabá e investe R$ 42 milhões em convênios para fortalecer exportações do agronegócio

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Expansão estratégica da ApexBrasil em Mato Grosso

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) inaugura, na próxima segunda-feira (24/11), um novo escritório em Cuiabá (MT) e anuncia a assinatura de convênios que somam R$ 42,62 milhões voltados à expansão das exportações e à atração de investimentos no estado. A iniciativa integra uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do agronegócio brasileiro e à diversificação dos mercados internacionais.

O evento contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, além de autoridades e representantes do setor produtivo.

Encontro com adidos agrícolas e empresários

As atividades terão início às 8h, com uma reunião que reunirá 54 adidos agrícolas brasileiros e cerca de 200 empresários de diferentes segmentos do agronegócio. O encontro, presidido pelo ministro Fávaro e por Jorge Viana, busca aproximar os representantes do setor produtivo de quem atua diretamente na abertura de mercados, enfrentamento de barreiras e identificação de oportunidades no exterior.

Em seguida, será realizada a cerimônia oficial de inauguração do novo Escritório da ApexBrasil em Cuiabá, instalado na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). A unidade reforça a presença institucional da Agência na região Centro-Oeste e tem como objetivo atrair investimentos estrangeiros e impulsionar a internacionalização de empresas e cooperativas locais.

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Declarações do presidente da ApexBrasil

De acordo com Jorge Viana, a abertura da unidade faz parte da política de descentralização da Agência e reflete o compromisso de estar cada vez mais próxima das empresas brasileiras.

“A ApexBrasil tem que estar onde o agronegócio está. Mato Grosso é um dos motores da nossa produção, com enorme potencial para diversificar sua pauta exportadora, atrair investimentos e agregar valor à produção local. Com este escritório, queremos apoiar produtores e empreendedores para ampliar sua presença internacional e fortalecer a competitividade do estado no cenário global”, destacou Viana.

Convênios e investimentos para o agronegócio

Durante a inauguração, a ApexBrasil formalizará convênios com a ABRAPA (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), UNEM (União Nacional do Etanol de Milho) e IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais).

Os acordos totalizam R$ 42,62 milhões e têm como foco o fortalecimento da promoção de exportações, o avanço da inteligência de mercado e a abertura de novos destinos internacionais para produtos brasileiros.

Programas de qualificação para exportação

Na mesma ocasião, a ApexBrasil lançará dois programas estratégicos de capacitação voltados às empresas mato-grossenses, conforme o nível de maturidade exportadora:

  • Qualifica Exportação: executado diretamente pela Agência, com consultoria especializada para empresas já inseridas ou em estágio avançado de exportação.
  • PEIEX (Programa de Qualificação para Exportação): desenvolvido em parceria com o Sebrae-MT, o programa oferece qualificação gratuita e estruturada para micro e pequenas empresas que estão dando os primeiros passos rumo ao comércio exterior.
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Juntas, as duas iniciativas devem capacitar 150 empresas locais, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Mato Grosso: força e potencial nas exportações brasileiras

O estudo “Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso”, publicado pela ApexBrasil, destaca o papel de liderança do estado no comércio exterior brasileiro. Em 2024, Mato Grosso respondeu por 55% das exportações da região Centro-Oeste e ocupou a oitava posição nacional, com US$ 27,6 bilhões exportados.

A agropecuária lidera a pauta com 72,1% das vendas externas, seguida pela indústria de transformação (26,7%). A China manteve-se como o principal destino dos produtos mato-grossenses, representando 32,7% do total exportado no período.

Setores com maior potencial de crescimento

O levantamento identificou 1.235 oportunidades de exportação distribuídas em 21 setores e 32 produtos. Entre os destaques estão carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com forte demanda em países como China, Chile, Estados Unidos, Egito e Emirados Árabes.

Outros setores promissores incluem soja, milho, farelo de soja, algodão e óleos vegetais, com boas perspectivas de exportação para República Tcheca, Itália, Vietnã, Coreia do Sul e Portugal.

Estudo completo da ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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