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BCE avalia leve corte nos juros diante de riscos de inflação abaixo da meta, diz economista-chefe

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Riscos de inflação mais baixa influenciam decisões do BCE

O Banco Central Europeu (BCE) pode considerar novos cortes nos juros caso os riscos de a inflação ficar abaixo da meta se intensifiquem. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (6) pelo economista-chefe da instituição, Philip Lane, durante discurso em Frankfurt.

Segundo ele, a mudança no perfil de risco da inflação será determinante nas próximas decisões de política monetária do BCE. “Um aumento na probabilidade ou intensidade dos fatores de risco de baixa fortaleceria o argumento de que uma taxa de juros ligeiramente mais baixa poderia proteger melhor a meta de inflação de médio prazo”, afirmou Lane.

Por outro lado, destacou que se houver maior risco de alta da inflação, a manutenção da taxa atual “seria apropriada no curto prazo”.

BCE adota cautela após cortes acumulados

Desde o início do ano, o BCE reduziu as taxas de juros em dois pontos percentuais até junho, mas manteve a política estável desde então. Atualmente, o custo básico dos empréstimos está em 2% ao ano, nível considerado adequado por parte das autoridades monetárias.

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Os dirigentes do banco estão divididos entre seguir com a redução gradual dos juros ou preservar o patamar atual, já que a inflação na zona do euro voltou a ficar próxima da meta oficial de 2%.

Mercado não aposta em novos cortes neste ano

Nos mercados financeiros, as expectativas indicam baixa probabilidade de novos cortes nas taxas até o fim de 2025. As declarações do vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, reforçaram essa visão.

“Podemos dizer que os riscos para a inflação estão equilibrados e que nossas projeções mostram que o objetivo de estabilidade de preços está sendo alcançado até certo ponto”, disse De Guindos durante evento em Madri. “Consideramos que o nível atual das taxas é adequado com base nas tendências recentes da inflação.”

Pressões externas e câmbio forte preocupam autoridades

Apesar da sinalização de estabilidade, parte dos membros do BCE teme efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a economia europeia. Além disso, a valorização do euro tem levantado preocupações sobre a competitividade das exportações da região.

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Um euro mais forte tende a reduzir o custo dos produtos importados, o que pode empurrar a inflação para baixo — abaixo da meta de 2% estabelecida pela instituição.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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