AGRONEGÓCIO
Be8 assume unidade de biodiesel em Alto Araguaia e amplia produção no Brasil
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Be8 conclui aquisição da planta de Alto Araguaia
A Be8, companhia brasileira de energias renováveis, oficializou nesta terça-feira (03/03) a operação da unidade industrial de biodiesel em Alto Araguaia (MT). O fechamento do negócio, que havia sido anunciado em novembro de 2025, foi concluído após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Com a nova unidade, a Be8 chega à sexta fábrica de biodiesel no país, consolidando aproximadamente 15% da produção nacional.
“Integrar esta unidade ao nosso parque fabril é um passo estratégico para ampliar a atuação nacional, aproximando nossa produção dos principais mercados e aumentando eficiência operacional e logística, com padrão de qualidade Be8”, afirma Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8.
Capacidade de produção e crescimento da empresa
A unidade de Alto Araguaia, adquirida da União Agroindustrial sob o nome Fênix, possui capacidade de produção de 245 milhões de litros de biodiesel por ano.
Com a incorporação, a capacidade instalada da Be8 sobe para 1,71 bilhão de litros anuais, crescimento de 16,7%, consolidando a empresa como um dos maiores produtores do país.
“Cada novo investimento reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e a transição energética, contribuindo para a descarbonização do setor de transportes e preservação ambiental”, ressalta Battistella.
Expansão estratégica no Centro-Oeste
Fundada em 2008, a unidade passou por reestruturações e foi adquirida em 2024 pelo grupo União Agroindustrial antes da incorporação à Be8. Agora, a planta integra o ecossistema industrial da empresa, seguindo padrões de governança, eficiência e sustentabilidade.
Com esta aquisição, a Be8 reforça sua posição como um dos principais fornecedores de biodiesel do Brasil, contribuindo para metas de mistura obrigatória e redução de emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra
Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.
O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.
O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.
A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.
No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.
Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.
No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.
O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.
Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.
A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.
Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.
Fonte: Pensar Agro
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