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Belterra Agroflorestas capta investimento inédito e acelera expansão de modelo agroflorestal com foco em cacau e carbono

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A Belterra Agroflorestas entrou em uma nova fase de expansão após seis anos de estruturação técnica, operacional e financeira. A companhia avança agora para um modelo de crescimento escalável, sustentado por uma rodada de investimento inédita no segmento de agroflorestas verticalizadas e pela consolidação de uma estrutura de governança mais robusta.

O movimento marca a transição da empresa para um estágio de consolidação de sua plataforma agroflorestal, com foco na ampliação da produção sustentável, principalmente de cacau, e na geração de créditos de carbono.

Rodada de investimento reforça expansão e governança da empresa

A nova etapa inclui a entrada de investidores como Bold.t, Rise, Ecosia e MOV Investimentos, fortalecendo a base de capital da companhia e ampliando sua capacidade de execução.

A operação prevê até R$ 75 milhões nesta rodada inicial de equity, parte de um plano mais amplo que deve movimentar cerca de R$ 340 milhões ao longo dos próximos anos para a conversão de pastagens degradadas em Sistemas Agroflorestais (SAFs).

A Belterra atua atualmente em aproximadamente 2,5 mil hectares de SAFs contratados, distribuídos entre os biomas da Amazônia e da Mata Atlântica, com operações nos estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Bahia, além de sede administrativa em Curitiba (PR).

Segundo a empresa, o aporte representa o primeiro investimento de equity em uma operação agroflorestal verticalizada, sinalizando maior maturidade do modelo no mercado de impacto e sustentabilidade.

Governança e estrutura financeira são fortalecidas

Como parte da nova fase, a empresa também implementou melhorias em sua governança corporativa, incluindo a criação de um conselho e a adoção de estruturas mais sólidas de gestão e tomada de decisão.

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O objetivo é sustentar o crescimento com maior previsibilidade operacional e disciplina na alocação de capital, alinhando expansão produtiva e retorno de longo prazo.

De acordo com Marcelo Peretti, o momento representa a consolidação de um ciclo de desenvolvimento do modelo agroflorestal.

Cacau lidera estratégia de expansão produtiva

A estratégia de crescimento da empresa tem o cacau como principal vetor econômico. A projeção é atingir uma produção anual de 37,5 mil toneladas até 2035.

Para sustentar essa expansão, a companhia investe na ampliação de infraestrutura agrícola, incluindo a implantação de um novo viveiro com capacidade de produção de 2 milhões de mudas por ano. Com os viveiros já existentes, a capacidade total deve alcançar 3 milhões de mudas anuais até 2028.

A expansão também deve impactar diretamente o mercado de trabalho, com estimativa de criação de 1.500 empregos diretos e mais de 1.000 indiretos ao longo da cadeia produtiva.

Modelo agroflorestal ganha escala com foco em sustentabilidade

A Belterra se posiciona como uma plataforma agroflorestal baseada em Sistemas Agroflorestais (SAFs), integrando produção agrícola, regeneração ambiental e geração de créditos de carbono.

No pilar ambiental, a empresa projeta capturar cerca de 500 mil toneladas de carbono até 2030, considerando as áreas em implantação. Em um horizonte de 30 anos, a estimativa total chega a 4,5 milhões de toneladas de carbono capturado.

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O modelo busca ampliar a resiliência produtiva por meio da diversificação de espécies, proteção do solo, melhoria da retenção hídrica e redução de riscos climáticos.

Parcerias estratégicas fortalecem estrutura de crescimento

A nova fase de expansão conta com apoio de parceiros ao longo da cadeia de valor. A Vale Carbono e o Fundo Vale atuam na estruturação de mecanismos de blended finance e contratos de carbono.

A Cargill apoia a estratégia comercial por meio de contratos de aquisição de cacau de longo prazo, enquanto a Amazon contribui com iniciativas de carbono e apoio a pequenos produtores.

Na estruturação financeira, a Verdeau atuou como assessoria da rodada de investimento, e o Campos Vieira Advogados prestou suporte jurídico à operação.

Agrofloresta integra produção, clima e mercado global

A empresa destaca que o modelo agroflorestal responde a uma demanda crescente por sistemas produtivos mais resilientes, capazes de integrar produtividade agrícola, sustentabilidade ambiental e mitigação de riscos climáticos.

Com a consolidação de sua estrutura operacional e financeira, a Belterra avança na construção de uma plataforma escalável de agroflorestas, combinando geração de valor econômico e impacto socioambiental.

Nos próximos meses, a companhia deve anunciar novos desdobramentos de sua estratégia de expansão no Brasil e no mercado global de produção sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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