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Better Beef transforma 40 mil toneladas de resíduos em nutrição animal e avança na produção sustentável de carne premium

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O avanço da sustentabilidade na pecuária brasileira tem ganhado novos exemplos de aplicação prática dentro da porteira. O Better Beef, empresa do Better Group — um dos maiores grupos frigoríficos do Brasil — vem consolidando um modelo de produção de carne premium baseado em economia circular, autossuficiência energética e agricultura regenerativa, transformando resíduos industriais em insumos estratégicos para a cadeia produtiva.

Em apenas um ano, a companhia reaproveitou mais de 40 mil toneladas de resíduos industriais na produção de nutrição animal. Segundo dados da empresa, considerando fatores de emissão de referência do setor baseados no GHG Protocol, a iniciativa representou uma redução equivalente a 20.537 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) lançadas na atmosfera.

De acordo com Everton Gardezan, gerente de marketing do Better Group, a estratégia vai além do discurso ambiental e integra todas as etapas da operação.

“Enquanto o mercado discute sustentabilidade, o Better Group pratica esse conceito em cada elo da cadeia. Com nosso propósito de alimentar hoje cuidando do amanhã, construímos um sistema capaz de entregar carne de excelência com impacto ambiental reduzido, dentro de um modelo consolidado de economia circular aplicado à pecuária”, destaca.

Economia circular gera energia, combustível e novos produtos

Outro destaque da operação está no reaproveitamento da levedura proveniente da fermentação de usinas sucroenergéticas e cervejarias. A partir desse processo, o Better Beef produziu mais de 2 milhões de litros de álcool ao longo do último ano.

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A produção contempla álcool industrial, álcool neutro e álcool carburante. Este último é utilizado no abastecimento da frota própria da empresa, contribuindo para a redução do consumo de combustíveis fósseis e ampliando a autossuficiência energética do grupo.

Já o álcool industrial e o álcool neutro são destinados aos mercados industriais e domissanitários, agregando valor à cadeia produtiva e fortalecendo o conceito de reaproveitamento integral dos recursos.

Segundo estimativas baseadas em parâmetros de referência do setor, essa operação representa uma economia adicional de aproximadamente 4 mil toneladas de CO₂ equivalente.

Projeto Batata-Doce ampliará produção de energia renovável

A expectativa é que os indicadores ambientais avancem ainda mais com a entrada em operação do Projeto Batata-Doce, iniciativa que prevê o aproveitamento de descartes agrícolas da região para geração de novos produtos e energia renovável.

O projeto tem potencial para produzir:

  • 15 mil litros de álcool;
  • 20 toneladas de WDG (Wet Distillers Grains), utilizado como aditivo nutricional;
  • Cerca de 10 mil Nm³ de biogás por dia.

Inicialmente, o biogás gerado será utilizado como fonte de energia térmica nos processos industriais da empresa, reduzindo ainda mais a dependência de fontes energéticas convencionais.

Agricultura regenerativa fortalece a fertilidade do solo

Além das iniciativas industriais, o Better Group também investe em práticas sustentáveis dentro da produção pecuária.

Na Agropecuária Vista Alegre, unidade que abriga o maior confinamento coberto e com baias concretadas da América Latina, são aplicados conceitos de agricultura regenerativa voltados à recuperação da fertilidade do solo e à redução dos impactos ambientais.

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O esterco produzido pelos mais de 136 mil animais confinados anualmente é reaproveitado como insumo agrícola, promovendo o enriquecimento do solo, diminuindo a necessidade de fertilizantes químicos e contribuindo para o sequestro de carbono.

A estratégia busca criar um ciclo produtivo mais eficiente, no qual resíduos deixam de ser passivos ambientais para se tornarem recursos de alto valor agronômico.

Sustentabilidade como diferencial competitivo da pecuária

Com a crescente demanda global por proteínas produzidas sob critérios ambientais mais rigorosos, iniciativas como as desenvolvidas pelo Better Beef reforçam uma tendência cada vez mais presente na pecuária moderna: aliar produtividade, eficiência econômica e responsabilidade ambiental.

Para a empresa, o objetivo vai além da produção de carne premium.

“Nosso negócio não é apenas produzir carne. Nosso compromisso é restaurar o ecossistema. Estamos demonstrando que é possível alcançar alta produtividade e, ao mesmo tempo, fortalecer a terra para as próximas gerações”, conclui Everton Gardezan.

O modelo adotado pelo grupo evidencia como a integração entre pecuária, bioenergia, reaproveitamento de resíduos e agricultura regenerativa pode contribuir para a construção de uma cadeia de proteína animal mais sustentável, eficiente e alinhada às exigências dos mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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