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Dia dos Namorados impulsiona mercado de flores e deve elevar vendas em até 7% no Brasil

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O Dia dos Namorados segue como uma das datas mais importantes para a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no Brasil. Impulsionado pela tradição de presentear com flores, arranjos e buquês, o setor projeta crescimento nas vendas e intensifica as operações logísticas para atender à demanda em todo o país.

Segundo estimativas do Ceaflor, principal mercado atacadista de flores, plantas e acessórios do Brasil, as vendas devem registrar crescimento entre 5% e 7% em comparação com o mesmo período de 2025. Além disso, a movimentação de cargas na semana que antecede a data deverá ser cerca de 50% superior à observada em períodos considerados normais.

Mercado mantém ritmo positivo após o Dia das Mães

O bom desempenho do setor no Dia das Mães, tradicionalmente a principal data para o segmento, contribuiu para fortalecer as expectativas dos produtores, distribuidores e comerciantes para o Dia dos Namorados.

A combinação entre demanda aquecida, oferta equilibrada e reforço logístico tem garantido um ambiente favorável para os negócios, estimulando toda a cadeia produtiva da floricultura brasileira.

Rosas vermelhas lideram preferência dos consumidores

Símbolo clássico do romantismo, a rosa vermelha permanece como o principal produto procurado pelos consumidores nesta época do ano. A preferência abrange tanto as flores cultivadas no Brasil quanto as variedades importadas, especialmente da Colômbia e do Equador.

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As orquídeas também figuram entre os presentes mais desejados, oferecendo diversidade de cores, formatos e tamanhos para diferentes perfis de consumidores.

De acordo com Daniel Silva, da Flor Fácil, o mercado apresenta equilíbrio entre oferta e demanda, com produção nacional consistente e volume suficiente para atender ao aumento das compras.

Importações reforçam abastecimento para a data

Para garantir o atendimento ao mercado brasileiro, importadores ampliaram suas operações nas últimas semanas. Desde o final de maio, carregamentos internacionais de flores começaram a desembarcar no país.

A Prime Flowers informou que disponibilizará mais de 1,25 milhão de hastes colombianas para o mercado nacional. Já a ZT Flores reforçou sua estrutura logística e fretou uma aeronave cargueira para transportar aproximadamente 1 milhão de hastes provenientes da Colômbia e do Equador.

A estratégia busca assegurar oferta adequada, qualidade dos produtos e estabilidade no abastecimento durante o período de maior demanda.

Flores, plantas e acessórios ampliam oportunidades de vendas

Além das tradicionais rosas e orquídeas, o mercado registra forte procura por flores coloridas, plantas ornamentais, suculentas e arranjos personalizados.

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A data também impulsiona a comercialização de produtos complementares que agregam valor aos presentes, como chocolates, cestas, cachepôs, embalagens especiais e itens decorativos.

Essa diversificação contribui para ampliar o ticket médio das vendas e cria novas oportunidades para produtores, atacadistas e varejistas do segmento.

Ceaflor reforça posição como principal centro de distribuição do setor

Com logística ampliada, oferta diversificada e expectativa de crescimento nas vendas, o Ceaflor reforça sua relevância como principal polo de abastecimento de flores e plantas do Brasil.

A expectativa do setor é que o Dia dos Namorados mantenha o ritmo positivo observado ao longo do primeiro semestre, fortalecendo toda a cadeia da floricultura e movimentando milhões de reais em negócios em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões

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O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.

Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.

A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.

A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.

A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.

Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.

A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.

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Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.

A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.

Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.

A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.

O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.

A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.

O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.

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As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.

No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.

Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.

Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.

O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.

Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.

Fonte: Pensar Agro

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