RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Biotecnologia pode gerar até R$ 1,8 bilhão extra por safra para setor de etanol

Publicados

AGRONEGÓCIO

Um estudo da Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS) mostra que a aplicação de biotecnologia na produção de etanol no Brasil tem elevado de forma expressiva a rentabilidade do setor. Em pouco mais de uma década, os ganhos passaram de R$ 4 para R$ 56 por tonelada processada, um salto de 1.300%.

Ganhos bilionários para o setor de etanol

Segundo as projeções, a tecnologia pode acrescentar entre 340 e 680 milhões de litros de etanol por safra, o que representa uma receita adicional de R$ 900 milhões a R$ 1,8 bilhão. O avanço consolida o setor como protagonista da bioeconomia e da transição energética mundial.

Impactos diretos na produção de milho para etanol

Nas usinas que utilizam leveduras de última geração, a produção sobe de 410 para 431 litros por tonelada de milho processada. O rendimento de óleo também cresce, de 12 para 18 quilos por tonelada. Em uma planta com moagem de 2 mil toneladas por dia, isso equivale a R$ 39 milhões a mais por ano em lucratividade.

Leia Também:  Endurecimento do Proagro deixou 58 mil produtores sem seguro e pressiona o crédito

Além disso, há economia anual de cerca de R$ 10 milhões com insumos como ureia e enzimas.

Como funcionam as novas leveduras

As leveduras otimizadas conseguem converter os chamados “açúcares invisíveis” — como dextrinas e oligossacarídeos — em glicose, que pode ser fermentada. Esse processo reduz desperdícios, melhora o rendimento e elimina a necessidade de ampliar a área plantada.

Com essa tecnologia, é possível reduzir em até 35% a produção de glicerol e em 20% a geração de biomassa, o que garante até 1,5% a mais de etanol produzido sem aumento de custos operacionais ou novos investimentos em infraestrutura.

Exemplo prático: ganhos em escala industrial

Em um caso de referência, o uso das leveduras resultou em 910 litros extras de etanol por dia, gerando R$ 237 mil adicionais em uma única safra. O dado ilustra como pequenas melhorias percentuais podem representar margens expressivas em escala industrial.

Oportunidades globais para o etanol

O avanço chega em um momento estratégico. Projeções internacionais apontam que, até 2030, 20% a 30% da demanda mundial por combustível sustentável de aviação (SAF) poderá ser suprida a partir do etanol — o que representa entre 9 e 12 bilhões de litros.

Leia Também:  Boi gordo fecha 2025 com exportações recordes, mas entra em 2026 sob cautela

O bioetanol também tem espaço crescente na indústria química verde, sendo matéria-prima para bioetileno utilizado na produção de plásticos e compostos renováveis. Hoje, já existem mais de dez plantas industriais no mundo operando com essa tecnologia.

Produção brasileira e visão estratégica

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 37 bilhões de litros de etanol, sendo 29 bilhões de cana-de-açúcar e 8 bilhões de milho. Segundo especialistas, apenas a otimização dos processos atuais já poderia aumentar consideravelmente essa produção, sem necessidade de expandir a área agrícola.

Para Fernanda Firmino, vice-presidente da LBDS na América do Sul, a biotecnologia deve ser entendida como um caminho de longo prazo:

“As usinas não precisam de mais terra ou insumos para crescer. A biotecnologia permite aproveitar melhor o que já está disponível, aumentando margens e reduzindo impactos ambientais”, afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

Publicados

em

Por

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

Leia Também:  Endurecimento do Proagro deixou 58 mil produtores sem seguro e pressiona o crédito

Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

Leia Também:  FPA apresenta 568 emendas ao licenciamento ambiental após vetos de Lula

A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA