AGRONEGÓCIO
Bolsas da Ásia avançam com força da tecnologia, enquanto Wall Street inicia o dia em queda
AGRONEGÓCIO
As bolsas da Ásia encerraram o pregão desta quinta-feira (25) majoritariamente em alta, com destaque para os papéis ligados à inteligência artificial (IA) e semicondutores na China. O movimento refletiu o otimismo dos investidores em relação às tendências tecnológicas, mesmo diante da proximidade dos feriados do Dia Nacional e do Festival do Meio do Outono no país.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,6%, acumulando avanço de 2% na semana. Já o SSEC, de Xangai, registrou leve queda de 0,01%, mas caminha para fechar a semana em alta de 0,9%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve recuo de 0,13%, apesar da forte performance semanal das ações de tecnologia.
De acordo com analistas da Topsperity Securities, o mercado segue em ritmo de alta gradual, com foco especial em empresas de inovação. “As tendências do setor continuarão a ditar a direção do mercado no curto prazo”, apontaram em relatório.
Além disso, investidores acompanham com atenção as negociações entre autoridades dos Estados Unidos e da China, marcadas para esta quinta-feira, no Departamento do Tesouro americano, com foco em comércio e relações econômicas.
Desempenho das bolsas asiáticas e da Oceania
- Tóquio (Nikkei): +0,27%, a 45.754 pontos
- Hong Kong (Hang Seng): -0,13%, a 26.484 pontos
- Xangai (SSEC): -0,01%, a 3.853 pontos
- Shenzhen/Xangai (CSI300): +0,60%, a 4.593 pontos
- Seul (Kospi): -0,03%, a 3.471 pontos
- Taiwan (Taiex): -0,66%, a 26.023 pontos
- Cingapura (Straits Times): -0,39%, a 4.273 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): +0,10%, a 8.773 pontos
Wall Street começa o dia pressionada por juros
Enquanto os mercados asiáticos foram impulsionados pela tecnologia, Wall Street iniciou o pregão desta quinta-feira em queda, pressionada por novos dados econômicos e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), que reduziram as apostas em cortes de juros no curto prazo.
Na abertura, o Dow Jones caía 0,05%, a 46.097,43 pontos. O S&P 500 recuava 0,45%, a 6.608,19 pontos, e o Nasdaq Composite tinha a maior baixa, de 0,80%, aos 22.318,76 pontos.
A reação mostra cautela entre investidores, que buscam reavaliar expectativas para a política monetária americana após os sinais de que o Fed pode manter os juros elevados por mais tempo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza vacinação antirrábica casa a casa neste sábado no Conjunto Universitário
-
AGRONEGÓCIO18 horas atrásInmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro
-
TJ AC6 dias atrásPlano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena
-
AGRONEGÓCIO18 horas atrásEstado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro
-
AGRONEGÓCIO17 horas atrásBrasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
-
AGRONEGÓCIO18 horas atrásEntidade defende papel do agro no abastecimento do Brasil e do mundo
-
AGRONEGÓCIO17 horas atrásAgro mira novo recorde de exportações, mas clima e mercados desafiam a renda do produtor
-
FAMOSOS6 dias atrásEx-BBB Larissa Santos curte dia em praia no Leblon e posa de biquíni: ‘Solzinho!’