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Bolsas de Hong Kong alcançam maior nível em quatro anos com expectativa de corte de juros nos EUA

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As ações em Hong Kong encerraram o pregão desta terça-feira (9) no maior patamar desde 2020, impulsionadas pela perspectiva de redução nas taxas de juros norte-americanas. Apesar disso, o movimento foi limitado pela queda expressiva da fabricante de semicondutores SMIC.

Expectativa de decisão do Federal Reserve

O avanço em Hong Kong reflete o otimismo dos investidores diante da possibilidade de o Federal Reserve (Fed) anunciar, já na próxima semana, um corte nos juros dos Estados Unidos. A projeção ganhou força após dados do mercado de trabalho norte-americano divulgados na última sexta-feira apontarem enfraquecimento na geração de empregos.

Hong Kong acompanha desempenho asiático

O índice Hang Seng avançou 1,19%, encerrando o pregão aos 25.938 pontos. O resultado segue a tendência de alta nos principais mercados da Ásia, sustentados pelo cenário de possível afrouxamento monetário nos EUA.

Pressão sobre o setor de tecnologia chinês

No continente, a Semiconductor Manufacturing International Corp (SMIC) recuou 10% após o anúncio de um acordo de aquisição. A forte queda levou investidores a realizarem lucros, pressionando o setor de tecnologia. O índice STAR50, voltado às empresas do segmento, caiu 2,4%, enquanto outros indicadores relacionados a fabricantes de chips também registraram perdas.

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Desempenho das bolsas asiáticas

Além de Hong Kong, outros mercados da região apresentaram resultados mistos:

  • Xangai (SSEC): queda de 0,51%, aos 3.807 pontos.
  • Shenzhen/CSI300: baixa de 0,70%, a 4.436 pontos.
  • Tóquio (Nikkei): retração de 0,4%, a 43.459 pontos.
  • Seul (Kospi): alta de 1,26%, a 3.260 pontos.
  • Taiwan (Taiex): avanço de 1,25%, a 24.855 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): queda de 0,30%, a 4.295 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 0,52%, a 8.803 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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