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Bolsas Globais Operam Mistas em Dia de Expectativa por Decisão do Federal Reserve

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Panorama dos Mercados Mundiais

As bolsas de valores globais apresentam desempenho misto nesta quarta-feira (28), refletindo o clima de cautela antes da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. O movimento das principais praças financeiras também foi influenciado pelas oscilações nas commodities e pela desvalorização do dólar frente às principais moedas internacionais.

Wall Street Oscila Com Expectativa Sobre Política Monetária

Em Nova York, os investidores operam atentos aos próximos passos do Fed.

O S&P 500 avança cerca de 0,4%, enquanto o Nasdaq Composite sobe 0,9%, impulsionado por ações de tecnologia. Já o Dow Jones apresenta leve recuo de 0,8%, refletindo realização de lucros em companhias industriais.

O mercado aguarda sinais do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre o cronograma de possíveis cortes de juros ao longo de 2026. A expectativa é que o banco central norte-americano mantenha o tom cauteloso, equilibrando o combate à inflação e o estímulo ao crescimento.

Ibovespa Avança e Segue Tendência Internacional

No Brasil, o Ibovespa opera em alta, acompanhando o movimento positivo das bolsas internacionais e o bom desempenho das commodities.

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O índice registra ganhos de cerca de 0,5%, impulsionado por ações do setor financeiro e de exportação.

O cenário interno é influenciado pelo câmbio mais favorável e pela expectativa de estabilidade da política monetária doméstica. O mercado também acompanha os desdobramentos da agenda econômica e fiscal do governo federal.

Europa Segue com Oscilação Moderada

Na Europa, as bolsas operam de forma mista. O DAX da Alemanha registra leve queda, enquanto o FTSE 100 (Reino Unido) e o CAC 40 (França) apresentam variações próximas da estabilidade.

O sentimento no mercado europeu é de prudência, em meio à divulgação de balanços corporativos e à expectativa de novas projeções econômicas para o bloco.

Ásia Registra Alta Generalizada com Destaque para Hong Kong

As bolsas asiáticas encerraram o pregão em alta, sustentadas pelo bom desempenho das ações de tecnologia e pelo otimismo com os resultados corporativos chineses.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,58%, atingindo o maior nível desde julho de 2021. O movimento foi impulsionado por ganhos nos setores de energia e materiais, acompanhando a valorização do ouro no mercado internacional.

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Em outras regiões, o Nikkei, do Japão, teve leve alta de 0,05%, o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,7%, e o Shanghai Composite, da China, subiu 0,3%.

Fatores-Chave que Movimentam os Mercados
  • Política Monetária Global
    • As atenções estão voltadas para a decisão do Federal Reserve, que poderá influenciar o fluxo de capitais e a precificação de ativos ao redor do mundo.
  • Commodities em Foco
    • A alta do ouro, que superou a marca de US$ 5.200, e o avanço do petróleo fortalecem os papéis ligados ao setor de energia e mineração, principalmente nas bolsas asiáticas.
  • Câmbio e Dólar
    • dólar segue em desvalorização global, o que contribui para o apetite por ativos de risco e impulsiona as moedas emergentes, como o real.
Resumo do Dia
  • Bolsas dos EUA encerram o dia mistas, com foco na decisão do Fed.
  • Ibovespa avança, impulsionado por commodities e cenário internacional favorável.
  • Europa opera de forma estável, enquanto Ásia tem ganhos expressivos liderados por Hong Kong.
  • Commodities e câmbio continuam determinando o ritmo dos mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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