RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Brangus do Brasil vive momento de expansão e impulsiona mercado de genética no primeiro semestre

Publicados

AGRONEGÓCIO

Crescimento da raça impulsiona oportunidades comerciais

A raça Brangus vive um período de forte expansão no Brasil, com destaque para o mês de março, quando a realização do Mundial Brangus 2026 amplia as oportunidades de negócios no mercado de genética.

Com a participação de representantes de 11 países, o evento fortalece a visibilidade da raça e deve impulsionar as vendas ao longo do primeiro semestre.

Segundo o leiloeiro e presidente do Sindiler, Fábio Crespo, o cenário é bastante favorável. “O momento é positivo para a comercialização de genética de alta adaptação. O Brangus se consolida como ferramenta importante para a qualificação de carcaças no Brasil Central, ganhando espaço tanto em plantéis puros quanto em cruzamentos com rebanhos zebuínos”, afirma.

Evento internacional fortalece genética nacional

A realização do Mundial no Brasil também contribui para ampliar o interesse pela genética produzida no país, atraindo investidores estrangeiros e reforçando a confiança dos pecuaristas brasileiros.

De acordo com Crespo, a agenda de março reúne diversas oportunidades comerciais, com tendência de continuidade nas programações previstas ao longo do semestre.

Leia Também:  Crédito caro e recuperações judiciais entram na pauta do Congresso Andav
Leilões destacam genética de alto padrão

Entre os principais eventos da programação está o Leilão Genética Vacacaí, realizado em 18 de março no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina (PR).

O remate contará com a oferta de 31 lotes, reunindo animais de alta qualidade genética, oriundos de linhagens consagradas e descendentes de grandes campeões. A transmissão será feita pelas plataformas Lance Rural e Parceria TV.

Além dos animais, o leilão também apresenta pacotes de embriões com cruzamentos raros, ampliando as opções para investidores e criadores.

“Noite dos Campeões” promete alta valorização

Outro destaque da agenda é o leilão “Noite dos Campeões”, marcado para o dia 21 de março. O evento oferece uma oportunidade exclusiva de aquisição de exemplares premiados durante o Mundial.

A expectativa é de forte valorização, considerando o nível genético dos animais ofertados e a relevância do evento no calendário da pecuária.

Agenda segue aquecida com grandes exposições

O bom momento do Brangus deve se estender nos próximos meses, impulsionado pelas principais exposições do setor. Um dos destaques é a ExpoBrangus, que será realizada em Uruguaiana, em maio.

Leia Também:  Entregas de fertilizantes crescem 9,3% no Brasil e somam 35,8 milhões de toneladas até setembro

Outro evento relevante é o Rincon Day, promovido pela cabanha Rincon del Sarandy, que dará início a um processo de liquidação de plantel.

Remates devem movimentar milhares de animais

Ao todo, estão previstos 12 remates ao longo do mês de junho, com oferta estimada em 2,5 mil cabeças. Além de exemplares Brangus, os leilões também incluirão animais das raças Angus e Ultrablack.

O cenário reforça o protagonismo do Brangus no mercado pecuário brasileiro, consolidando a raça como uma das principais alternativas para ganho de produtividade e qualidade de carne.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

Publicados

em

Por

A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

Leia Também:  Açúcar: excesso de oferta impede alta dos preços mesmo com demanda firme, avalia Hedgepoint

Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

Leia Também:  Governo prorroga prazo para georreferenciamento de imóveis rurais até novembro de 2029

A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA