RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Brasil aciona OMC contra tarifas dos EUA e acusa violação de compromissos comerciais

Publicados

AGRONEGÓCIO

O governo do Brasil formalizou nesta semana um pedido de consultas junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, as medidas adotadas pelo governo norte-americano representam uma violação direta de compromissos firmados pelos EUA no âmbito da OMC.

Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, os Estados Unidos “violam flagrantemente compromissos centrais assumidos por aquele país na OMC, como o princípio da nação mais favorecida e os tetos tarifários negociados no âmbito daquela organização”.

Primeiro passo formal no sistema de solução de controvérsias da OMC

O documento encaminhado à OMC é um pedido de consultas, mecanismo previsto pelas regras da entidade com o objetivo de permitir uma solução negociada entre os países antes do eventual estabelecimento de um painel de disputa comercial.

Essa etapa inicial marca o início formal do processo dentro do sistema de solução de controvérsias da organização. O governo brasileiro destacou, no comunicado, sua disposição para negociar e afirmou esperar que as consultas contribuam para resolver o impasse.

Leia Também:  Frete rodoviário registra terceira queda seguida e atinge R$ 7,23 por km em outubro, aponta Edenred Frete

A definição da data e do local das consultas será feita em comum acordo entre os dois países nas próximas semanas.

Tarifas anunciadas por Trump dificultam exportações brasileiras

As tarifas em questão foram anunciadas no mês passado pelo ex-presidente Donald Trump, atualmente candidato à presidência dos EUA. As medidas foram apresentadas como forma de retaliação pelo envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro em investigações sobre tentativa de golpe de Estado, tema que segue em análise pela Justiça brasileira.

Na prática, as tarifas de 50% impostas sobre diversos produtos brasileiros tornam inviável a sua comercialização no mercado norte-americano, elevando a tensão comercial entre os dois países.

O governo brasileiro busca reverter a medida e restabelecer as condições de comércio pactuadas anteriormente no âmbito da OMC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

Publicados

em

Por

A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Leia Também:  Frete rodoviário registra terceira queda seguida e atinge R$ 7,23 por km em outubro, aponta Edenred Frete

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

Leia Também:  Genética de pastagem impulsiona produtividade da pecuária em Goiás

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA