AGRONEGÓCIO
Brasil produziu 1,35 milhão de toneladas de pescado em 2024, mostra MPA
AGRONEGÓCIO
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou nesta semana o Boletim da Estatística Pesqueira e Aquícola 2023-2024, com dados atualizados sobre a produção nacional de peixes, crustáceos, moluscos e outros organismos aquáticos. Segundo o levantamento, o Brasil produziu 1,35 milhão de toneladas de pescado em 2024, crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior.
A aquicultura, que reúne os sistemas de criação em cativeiro, respondeu pela maior parte da produção, com 881 mil toneladas — somando cultivos em água doce e salgada. Já a pesca extrativa, que é a captura de espécies em ambientes naturais, alcançou 478,9 mil toneladas.
O boletim indica também que o setor movimentou R$ 10,7 bilhões em 2024, valor 14,5% superior ao registrado em 2023. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção e pela recuperação de preços médios, refletindo uma retomada sólida após o período de pandemia.
A tilápia continua sendo o carro-chefe da piscicultura brasileira, com 499 mil toneladas, o equivalente a 60% da produção nacional de peixes cultivados. Em seguida aparecem o tambaqui, com 120,8 mil toneladas, e o camarão-marinho cultivado, que somou 146,8 mil toneladas. Entre os moluscos, destacam-se os mexilhões, com cerca de 7 mil toneladas produzidas.
O MPA também destacou o desempenho da pesca artesanal, que apresentou crescimento de 11,9%, com 281 mil toneladas pescadas em 2024. A pesca industrial somou 196 mil toneladas. As sardinhas lideraram o ranking das espécies mais capturadas, com 121,8 mil toneladas, seguidas por atuns (44 mil t) e corvinas (35 mil t).
A região Sul foi novamente a principal produtora do país, com 244 mil toneladas, das quais Santa Catarina respondeu por 87%. O Nordeste ficou em segundo, com 114,8 mil toneladas, seguido pelo Sudeste (96,6 mil t) e Norte (22,6 mil t).
O comércio exterior também acompanhou a expansão. Em 2024, o Brasil exportou 113,3 mil toneladas de pescado, 2% a mais que no ano anterior, com faturamento de US$ 468,4 milhões (+14,9%). As importações cresceram 7,5%, totalizando 299,9 mil toneladas.
O consumo de ração para piscicultura e carcinicultura (criação de camarões) alcançou 1,8 milhão de toneladas, refletindo o avanço do setor e a adoção de tecnologias de alimentação mais eficientes.
De acordo com o boletim, o crescimento confirma o potencial da pesca e aquicultura como áreas estratégicas de geração de renda, emprego e segurança alimentar. O documento ressalta ainda que o país tem capacidade para ampliar a produção de forma sustentável, aproveitando sua extensa rede hídrica e as condições climáticas favoráveis.
O MPA informou que novas ações de fomento, capacitação técnica e acesso ao crédito estão sendo planejadas para estimular o crescimento do setor em 2025, com foco na agregação de valor aos produtos e no aumento das exportações de pescado brasileiro.
Todas as informações do boletim estão disponíveis clicando aqui.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento
Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.
Regiões costeiras lideram avanço da colheita
As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.
Na sequência, aparecem:
- Planície Costeira Interna: 88,99%
- Fronteira Oeste: 88,13%
- Campanha: 83,22%
- Região Central: 76,52% (menor índice)
Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.
Ritmo lento preocupa produtores e técnicos
De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.
O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.
Levantamento final vai consolidar dados da safra
A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.
O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:
- Produtividade média
- Área efetivamente colhida
- Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado
Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.
A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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