AGRONEGÓCIO
Brasil se consolida como mercado estratégico e impulsiona participação internacional na Wine South America 2026
AGRONEGÓCIO
Brasil ganha destaque global e amplia interesse internacional
O Brasil tem se consolidado como um dos principais mercados estratégicos para o setor vitivinícola global, movimento que se reflete diretamente na Wine South America 2026. O evento será realizado entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), reunindo produtores, importadores e especialistas de diferentes partes do mundo.
A edição de 2026 contará com a participação inédita de países como Nova Zelândia e Alemanha, além do retorno da África do Sul, reforçando o crescente interesse internacional pelo consumidor brasileiro.
Ao todo, a feira deve reunir mais de 400 marcas de mais de 20 países e promover cerca de 2 mil reuniões de negócios ao longo dos três dias.
Diversificação de mercados fortalece América Latina
O avanço da presença internacional acompanha uma tendência global de diversificação de mercados. Nesse contexto, o Mercosul tem papel importante ao facilitar negociações e aproximar produtores estrangeiros da América Latina.
Com isso, o Brasil se posiciona como um hub estratégico para a expansão de marcas internacionais no continente, e a feira se consolida como um importante ponto de conexão entre oferta global e demanda qualificada.
Entre os países participantes estão Argentina, Austrália, Chile, Espanha, França, Itália, Portugal, Uruguai, entre outros.
Estreias internacionais reforçam estratégia de expansão
A chegada de novos países à feira evidencia o interesse em ampliar presença no mercado brasileiro. A Spy Valley Wines estreia no evento levando rótulos reconhecidos internacionalmente, como Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Riesling e Gewürztraminer.
Já a vinícola alemã Schmitt Söhne também participa pela primeira vez, buscando expandir sua atuação na América do Sul, com foco no Brasil como principal mercado regional.
Portugal aposta em crescimento com Vinhos Verdes
Outro destaque é a estreia da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, que participará com um estande coletivo voltado à ampliação de mercado.
A proposta é destacar a diversidade e qualidade dos Vinhos Verdes, com foco nas castas autóctones como Alvarinho, Loureiro, Avesso e Arinto. Reconhecidos pela leveza, frescor e versatilidade, os rótulos também serão apresentados com ênfase no potencial de harmonização com a gastronomia brasileira.
Produção brasileira ganha força e amplia diversidade
Além do interesse internacional, a Wine South America 2026 também reforça o protagonismo da produção nacional.
Embora o Rio Grande do Sul siga como principal polo vitivinícola do país, a edição contará com vinícolas de regiões emergentes como Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo e Brasília.
Esse avanço evidencia a expansão da vitivinicultura brasileira para além das regiões tradicionais, com novos terroirs explorando diferentes condições de clima, solo e altitude, resultando em vinhos com identidade própria e crescente reconhecimento.
Expansão de países tradicionais amplia presença na feira
Países já consolidados no evento também ampliaram sua participação. Itália e Portugal ganham destaque, com crescimento significativo no número de expositores.
A presença italiana, por exemplo, deve ocupar praticamente um corredor inteiro da feira, reunindo cerca de 50 vinícolas.
Evento reforça papel do Brasil no mercado global de vinhos
Com números expressivos e crescente diversidade de expositores, a Wine South America 2026 consolida o Brasil como um dos principais mercados consumidores e estratégicos para o setor vitivinícola global.
Números da edição 2026:
- Mais de 400 marcas nacionais e internacionais;
- Mais de 20 países participantes;
- Mais de 5 mil rótulos de vinhos e espumantes;
- Cerca de 2 mil reuniões de negócios.
O cenário reforça o papel do país como protagonista na América Latina e destaca o potencial de crescimento do mercado de vinhos nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã
Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.
O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.
Mercado reage à expectativa de normalização logística
De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.
As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.
Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.
“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.
Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito
O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.
A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.
Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.
Acordo ainda depende de novas etapas
Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.
Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.
Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.
Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico
A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.
Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.
Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.
Cenário favorece importadores brasileiros
A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.
Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.
Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.
Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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