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Brasil se destaca em congresso global na China com avanços em formulações agroquímicas

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Brasil marca presença em congresso internacional sobre tecnologias agrícolas

A empresa mato-grossense Sell Agro, sediada em Rondonópolis (MT), representou o Brasil no 6th Ag Formulation & Application Technology Congress, realizado em Hangzhou, na China, um dos eventos mais importantes do mundo voltados à tecnologia de aplicação, formulações agrícolas e adjuvantes.

Diferentemente de feiras comerciais, o congresso reúne universidades, centros de pesquisa e empresas globais para discutir, em alto nível técnico, os avanços e desafios da pesquisa e desenvolvimento (P&D) no setor agroquímico.

Sell Agro leva conhecimento técnico e inovação brasileira

O químico e pesquisador Marcelo Hilário, responsável técnico da Sell Agro, foi o palestrante oficial que representou o país no evento. Em sua apresentação, abordou o panorama brasileiro de formulações agroquímicas, destacando os aspectos regulatórios, as tecnologias de aplicação e as oportunidades para inovação no mercado nacional.

Hilário ressaltou o protagonismo do Brasil no cenário global, impulsionado pela diversidade climática e pela complexidade operacional da agricultura tropical.

“O congresso é extremamente técnico. Discutimos ciência, inovação real e os rumos da tecnologia de aplicação. Nosso papel foi mostrar o cenário brasileiro, os tipos de formulações predominantes e os desafios impostos pelo clima e pela logística”, explicou.

Parcerias internacionais e foco em P&D

O especialista também destacou que a participação no evento fortaleceu o posicionamento da Sell Agro no ecossistema global de inovação.

“Apresentamos nossa estrutura de P&D e retornamos com negociações avançadas para parcerias que podem acelerar o desenvolvimento conjunto de soluções em formulação e tecnologia de aplicação”, afirmou Hilário.

Essas conversas envolvem institutos de pesquisa da Europa, China, Índia e Estados Unidos, com potencial para gerar projetos colaborativos em adjuvantes e novas tecnologias de aplicação.

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Tendências em formulações agroquímicas no Brasil

Durante a palestra intitulada “Development Trends of Agrochemical Formulations in Brazil”, Hilário apresentou as formulações mais comuns utilizadas no país, como SL (solução concentrada), EC (concentrado emulsionável), SC (suspensão concentrada) e WG (grânulos dispersíveis em água).

Segundo o pesquisador, há crescimento expressivo das formulações aquosas e sólidas, impulsionado por segurança, estabilidade e eficiência logística.

Entre as principais tendências globais que começam a ganhar força no Brasil, ele destacou:

  • Pulverização via drones;
  • Aplicações de taxa variável;
  • Formulações de liberação controlada;
  • Uso de nanotecnologia;
  • Formulações com múltiplos ativos;
  • Digitalização do P&D, com modelagem via inteligência artificial.
Desafios e oportunidades do setor

Hilário também chamou atenção para novos desafios enfrentados pelo campo brasileiro, como a expansão das fronteiras agrícolas, o aumento da pressão de pragas e a evolução das exigências regulatórias, que pedem dossiês técnicos mais robustos.

“O Brasil se tornou um verdadeiro laboratório a céu aberto. O clima tropical e a diversidade de culturas exigem formulações cada vez mais estáveis, seguras e eficientes. Esse ambiente impulsiona o desenvolvimento de tecnologias que depois são adotadas internacionalmente”, destacou o pesquisador.

Drones e novas tecnologias de aplicação

Outro ponto de destaque foi o uso crescente de drones na pulverização agrícola, que impõe novas demandas técnicas.

“A pulverização em baixo volume e a interação com o fluxo de ar dos rotores exigem novos adjuvantes e sistemas físico-químicos inovadores. É uma fronteira de inovação para o setor”, completou Hilário.

Contribuição da Sell Agro à ciência e à prática no campo

Durante o congresso, a Sell Agro apresentou suas linhas de pesquisa voltadas às condições brasileiras, priorizando estabilidade térmica, performance em diferentes climas, compatibilidade com pulverizadores de precisão e o desenvolvimento de adjuvantes modernos.

“Nosso foco é criar soluções que funcionem na prática, sob altas temperaturas, ventos ou chuva. O futuro das formulações no Brasil passa pela ciência aplicada — e é isso que estamos entregando”, reforçou Hilário.

Brasil lidera tendências em tecnologia de aplicação

Para o CEO da Sell Agro, Leandro Viegas, a presença exclusiva no congresso reforça o papel do Brasil como líder em inovação tecnológica na agricultura.

“Participar desse evento mostra que o país não apenas acompanha, mas também antecipa tendências globais. Nosso objetivo é garantir que o produtor brasileiro tenha acesso ao que há de mais moderno e eficiente”, afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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