AGRONEGÓCIO
Búfalos atingem média de R$ 10,05 o quilo e se aproximam dos preços dos bovinos no Sul do Brasil
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Recorde de preço para búfalos no Rio Grande do Sul
No leilão da Santa Úrsula Remates, realizado em Glorinha (RS), trinta novilhas bubalinas foram vendidas com média de R$ 10,05 o quilo, um patamar que demonstra crescente valorização da genética do búfalo no estado. Os animais apresentaram peso médio de 244 quilos durante a comercialização.
Comparativo com bovinos no mesmo evento
No mesmo leilão, terneiras bovinas tiveram média de preço de R$ 10,81 o quilo, com peso médio de 227 quilos. A diferença entre os valores pagos por búfalos e bovinos foi considerada pequena, o que indica maior reconhecimento do mercado à qualidade dos búfalos.
Reconhecimento da qualidade genética
A Agropecuária Búfalas do Pampa foi a responsável por levar as novilhas à pista. Segundo Raphael Gonçalves, proprietário da agropecuária e vice-presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), o resultado confirma a valorização da genética bubalina no Rio Grande do Sul.
“Consideramos um valor muito bom. As terneiras bovinas não estavam na melhor apresentação, mas eram filhas de touros Murrah PO, reconhecidos pela alta qualidade genética”, destacou Gonçalves.
Demanda crescente pela genética bubalina
A pequena diferença entre os preços de búfalos e bovinos reforça a percepção de uma procura crescente por terneiras bubalinas no mercado.
“A valorização das terneiras búfalas em relação às bovinas indica uma demanda crescente por esse tipo de mercadoria”, afirmou o vice-presidente da Ascribu.
Expansão da ovinocaprinocultura na Região Metropolitana
Segundo a Ascribu, essa valorização vem acompanhada de uma expansão dos criatórios de búfalos especialmente na região metropolitana de Porto Alegre, onde novos empreendimentos estão sendo implantados.
“O búfalo vem ganhando espaço e já é possível notar uma valorização pela genética de qualidade. Acreditamos que esse é o futuro do búfalo na região metropolitana”, concluiu Raphael Gonçalves.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026
A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.
Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.
Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses
De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.
Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.
Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.
Exportações de tilápia atingem maior volume do ano
No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.
O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.
Novas tarifas dos EUA preocupam setor
Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.
Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.
Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.
Perspectivas para a cadeia aquícola
O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.
A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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