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Búfalos atingem média de R$ 10,05 o quilo e se aproximam dos preços dos bovinos no Sul do Brasil

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Recorde de preço para búfalos no Rio Grande do Sul

No leilão da Santa Úrsula Remates, realizado em Glorinha (RS), trinta novilhas bubalinas foram vendidas com média de R$ 10,05 o quilo, um patamar que demonstra crescente valorização da genética do búfalo no estado. Os animais apresentaram peso médio de 244 quilos durante a comercialização.

Comparativo com bovinos no mesmo evento

No mesmo leilão, terneiras bovinas tiveram média de preço de R$ 10,81 o quilo, com peso médio de 227 quilos. A diferença entre os valores pagos por búfalos e bovinos foi considerada pequena, o que indica maior reconhecimento do mercado à qualidade dos búfalos.

Reconhecimento da qualidade genética

A Agropecuária Búfalas do Pampa foi a responsável por levar as novilhas à pista. Segundo Raphael Gonçalves, proprietário da agropecuária e vice-presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), o resultado confirma a valorização da genética bubalina no Rio Grande do Sul.

“Consideramos um valor muito bom. As terneiras bovinas não estavam na melhor apresentação, mas eram filhas de touros Murrah PO, reconhecidos pela alta qualidade genética”, destacou Gonçalves.

Demanda crescente pela genética bubalina

A pequena diferença entre os preços de búfalos e bovinos reforça a percepção de uma procura crescente por terneiras bubalinas no mercado.

“A valorização das terneiras búfalas em relação às bovinas indica uma demanda crescente por esse tipo de mercadoria”, afirmou o vice-presidente da Ascribu.

Expansão da ovinocaprinocultura na Região Metropolitana

Segundo a Ascribu, essa valorização vem acompanhada de uma expansão dos criatórios de búfalos especialmente na região metropolitana de Porto Alegre, onde novos empreendimentos estão sendo implantados.

“O búfalo vem ganhando espaço e já é possível notar uma valorização pela genética de qualidade. Acreditamos que esse é o futuro do búfalo na região metropolitana”, concluiu Raphael Gonçalves.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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