AGRONEGÓCIO
Bureau Veritas e Abrapa alinham estratégias para fortalecer qualidade do algodão brasileiro na safra 2025/2026
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Parceria estratégica mira avanço na padronização da qualidade do algodão
A nova direção da divisão de algodão da Bureau Veritas no Brasil realizou, nesta terça-feira (28/04), uma visita técnica à sede da Abrapa, em Brasília, com foco no alinhamento de expectativas para a safra 2025/2026 e no fortalecimento da cooperação institucional entre as entidades.
A agenda incluiu reuniões no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), com destaque para a atualização do Programa SBRHVI, considerado essencial para a padronização e confiabilidade da qualidade da fibra produzida no país.
Participaram da visita o gerente executivo da divisão Agro Interior da Bureau Veritas no Brasil, Alexandre Gustavo Mansani, e o gerente técnico dos laboratórios HVI SR, Romário Matos, representantes da nova gestão responsável pelas operações de classificação no país.
SBRHVI e qualidade do algodão são foco do alinhamento técnico
Segundo o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, o encontro teve como principal objetivo apresentar o estágio atual do SBRHVI, além de discutir desafios e metas do programa.
“Foi um alinhamento inicial importante para mostrar em que nível estamos, quais são os objetivos do programa e os desafios atuais, especialmente no que diz respeito à padronização do controle. Também buscamos entender como eles enxergam esse processo e quais são as expectativas daqui para frente”, explicou.
Classificação de contaminantes ganha força na agenda do setor
Outro ponto central da reunião foi a evolução da classificação de contaminantes no algodão brasileiro, considerada estratégica para ampliar a credibilidade dos laudos de qualidade no mercado internacional.
Apesar do reconhecimento global do Brasil como grande produtor, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à padronização mais detalhada.
“A ampliação da categorização de contaminantes torna os laudos mais completos e alinhados às exigências do mercado internacional. A Abrapa, por meio do laboratório central, conduz testes de metodologias e promove a conscientização dos laboratórios, ampliando as garantias aos compradores”, destacou Lima.
Bureau Veritas amplia engajamento no programa de qualidade
Do lado da Bureau Veritas, a sinalização foi de maior engajamento nos programas conduzidos pela entidade, especialmente no SBRHVI.
A empresa já desempenha papel relevante no setor, sendo responsável pela análise de mais de 50% do algodão brasileiro, e demonstrou interesse em ampliar sua participação com foco em inovação e certificações.
“Eles têm hoje um papel relevante no mercado e pretendem atuar de forma ainda mais ativa, agregando valor à cadeia como um todo”, afirmou o representante da Abrapa.
Compromisso com evolução contínua da cadeia algodoeira
Para Alexandre Mansani, o fortalecimento da parceria é essencial para garantir ganhos mútuos e consolidar a competitividade do algodão brasileiro no cenário internacional.
“É muito importante estarmos alinhados para construir um modelo que seja positivo para todos — para o Bureau Veritas, para a Abrapa e, consequentemente, para todo o setor. Essa interação fortalece nossos resultados e a posição do algodão brasileiro no mercado internacional”, disse.
Na mesma linha, Romário Matos reforçou a continuidade do compromisso da empresa com o programa.
“Participamos do SBRHVI desde o início, com todos os nossos cinco laboratórios integrados. Estamos entrando no décimo ano do programa com resultados relevantes, e nossa intenção é seguir evoluindo junto com a Abrapa”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Compra coletiva reduz até 50% custos e fortalece piscicultura em Itapecuru-Mirim (MA)
Uma ação inédita de organização coletiva está mudando a realidade da piscicultura em Itapecuru-Mirim, no Maranhão. Produtores rurais acompanhados pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Senar, realizaram a primeira compra conjunta de ração diretamente da indústria, garantindo redução de até 50% nos custos de produção.
A iniciativa envolveu 20 dos 25 piscicultores assistidos no município e resultou na aquisição de 1.002 sacos de ração, o equivalente a mais de 25 toneladas do insumo, essencial para a atividade aquícola.
Ação coletiva reduz custos e aumenta escala de produção
A estratégia de compra em grupo foi estruturada após diagnóstico técnico realizado em campo, que identificou o alto impacto do preço da ração na viabilidade da produção de peixes.
Segundo a técnica de campo da ATeG/Senar e engenheira de pesca Leonildes Ribeiro, a proposta surgiu como alternativa para enfrentar as dificuldades enfrentadas pelos produtores.
Ela destaca que a compra direta com a fábrica permitiu eliminar intermediários e reduzir significativamente os custos operacionais, ampliando a capacidade de investimento dos piscicultores.
Além da economia expressiva, a ação também fortaleceu a integração entre os produtores, estimulando práticas de cooperação e gestão compartilhada dentro da cadeia produtiva.
Parcerias garantem logística e reduzem despesas adicionais
A operação contou com apoio do Sindicato dos Produtores Rurais de Itapecuru Mirim e da Prefeitura Municipal, que foi responsável pela estrutura logística de recebimento e distribuição da ração diretamente nas propriedades rurais.
Com isso, os produtores também foram beneficiados pela eliminação de custos com frete, fator que contribuiu para aumentar ainda mais a economia total da operação.
A técnica responsável pela ação ressalta que a parceria institucional foi determinante para o sucesso da iniciativa e abre caminho para novas compras coletivas no município.
Gestão municipal destaca fortalecimento da cadeia produtiva
Para a Secretaria Municipal de Agricultura, a experiência reforça o potencial da piscicultura como atividade estratégica para geração de renda e desenvolvimento rural.
O secretário municipal Luís Fernando Lopes destacou que a organização dos produtores representa um avanço importante na profissionalização da cadeia produtiva local, com impacto direto na qualidade e na oferta de alimentos.
A gestão municipal também reafirmou o compromisso de seguir apoiando ações que fortaleçam o setor produtivo e ampliem a competitividade dos pequenos produtores.
Piscicultura ganha força com impacto direto na economia local
A expectativa é de que a redução de custos e o ganho de eficiência produtiva resultem em aumento da oferta de pescado, especialmente em períodos de maior demanda, como a Semana Santa, quando o consumo tradicionalmente cresce em todo o país.
O Maranhão já se destaca nacionalmente na piscicultura, com rentabilidade acima da média brasileira, o que reforça o potencial de expansão da atividade no estado.
Produtores veem nova fase de organização no campo
Entre os participantes, o produtor rural José Roberto Mendes Bezerra avaliou a experiência como um marco para os piscicultores da região, destacando a importância da união para fortalecer a produção e melhorar resultados.
A iniciativa demonstra como a assistência técnica aliada à organização coletiva pode gerar ganhos econômicos reais, reduzir custos estruturais e impulsionar a sustentabilidade da produção rural no Maranhão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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