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Inflação em leve alta e incertezas fiscais pressionam mercados; dólar deve encerrar 2025 em R$ 5,55, aponta Rabobank

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De acordo com o relatório “Bem-aventurados os Pacificadores”, do RaboResearch (Rabobank), o cenário global segue marcado por incertezas comerciais e geopolíticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas tarifas de 100% sobre produtos chineses e restrições à exportação de softwares críticos a partir de 1º de novembro. A medida elevou a volatilidade nos mercados e pressionou moedas emergentes.

O real brasileiro foi uma das divisas mais afetadas, com desvalorização de 3,44% na semana, encerrando a R$ 5,5209 por dólar — o pior desempenho entre 24 moedas emergentes. Mesmo com o dólar enfraquecido globalmente, o banco projeta cotação de R$ 5,55 no fechamento de 2025, impulsionada pela incerteza fiscal e geopolítica.

Inflação de setembro surpreende positivamente

O IPCA registrou alta de 0,48% em setembro, abaixo das expectativas do mercado (0,52%). Apesar da elevação, a inflação acumulada em 12 meses caiu de 5,2% para 5,1%, ficando pouco acima do teto da meta de 4,5%.

O destaque foi o aumento de 2,97% no grupo Habitação, puxado pela energia elétrica residencial, que subiu mais de 10% com o fim do bônus de Itaipu. Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,26%, ajudando a conter o índice geral.

Com o resultado, o Rabobank revisou sua projeção de inflação para 4,7% em 2025 e manteve 4,2% para 2026, destacando o bom comportamento dos preços industriais e o impacto da valorização do real sobre as importações.

Comércio exterior perde fôlego após importação de plataforma de petróleo

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 3 bilhões em setembro, abaixo do esperado, após a importação de uma plataforma de petróleo de US$ 2,38 bilhões. No acumulado de 12 meses, o saldo é de US$ 61 bilhões.

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As exportações de soja (+20,2%), petróleo (+16,6%), minério de ferro (+3,3%) e carne bovina (+55,6%) sustentaram o resultado positivo. No entanto, as vendas para os Estados Unidos caíram 19,5%, reflexo direto das novas tarifas impostas por Washington.

O Rabobank projeta superávit de US$ 64,1 bilhões em 2025, mas alerta para a tendência de desaceleração das exportações diante das incertezas políticas e da demanda global.

Agenda política: Lula e Trump mantêm diálogo cordial

O relatório destaca a videoconferência entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 6 de outubro. O encontro, classificado como “amistoso”, abordou tarifas adicionais sobre produtos brasileiros e possíveis sanções a autoridades. Embora sem acordos concretos, ambos demonstraram interesse em fortalecer relações comerciais, com expectativa de novas reuniões durante a COP-30.

Reveses fiscais e novas medidas econômicas

O governo brasileiro enfrentou uma semana turbulenta após a rejeição da Medida Provisória 1303, que substituía o aumento do IOF. A decisão da Câmara dos Deputados pode gerar um rombo de até R$ 42 bilhões até 2026.

Para compensar, o Ministério da Fazenda estuda alternativas de arrecadação e cortes de emendas parlamentares. O ministro Fernando Haddad reafirmou o compromisso com a meta fiscal e defendeu a redução de gastos tributários, sem aumento direto de impostos.

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Banco Central mantém juros em 15% e alerta para inflação persistente

Segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, a autoridade monetária considerou elevar a Selic acima de 15%, mas optou por mantê-la nesse patamar por um período prolongado. O objetivo é assegurar o controle da inflação, que deve encerrar 2025 em 4,8%, segundo estimativas internas do BC.

Mercado imobiliário ganha novo modelo de crédito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um novo modelo de crédito imobiliário voltado à classe média. A proposta elimina, a partir de 2027, a exigência de que 65% dos depósitos em poupança sejam destinados ao crédito habitacional. A medida visa aumentar os recursos disponíveis no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e reduzir custos para os mutuários.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o sistema atual depende excessivamente da poupança e que a reforma busca ampliar as fontes de financiamento, mantendo juros limitados a 12% ao ano.

Panorama geral e projeções do Rabobank

O relatório prevê crescimento do PIB de 2,0% em 2025 e 1,6% em 2026, com Selic estável em 15% até o início de 2026. A expectativa é de que o mercado de trabalho siga aquecido, sustentando o consumo das famílias, mas também mantendo pressão sobre os serviços — segmento que deve continuar com inflação acima de 6% ao ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio impulsiona demanda por borracha e pneus reformados com foco em inovação, economia e sustentabilidade

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O agronegócio brasileiro estará entre os principais focos da Expobor 2026 e da Pneushow 2026, eventos que acontecem simultaneamente entre os dias 23 e 25 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. As feiras são consideradas as maiores da América Latina voltadas aos setores de artefatos de borracha e reforma de pneus, reunindo empresas, especialistas, fornecedores e representantes da indústria nacional.

A expectativa do setor é ampliar os debates sobre inovação tecnológica, sustentabilidade, economia circular e eficiência operacional no campo, temas cada vez mais estratégicos para o agronegócio brasileiro.

Segundo Reynaldo Lopes Megna, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb) e do Sindibor, os eventos se consolidaram como espaços importantes para geração de negócios e definição de tendências da cadeia produtiva.

“As feiras reúnem os principais líderes, fornecedores e compradores da cadeia da borracha e da reforma de pneus, ambiente onde se constroem relações comerciais e novas estratégias para o setor”, destacou durante encontro virtual com a imprensa agropecuária.

Borracha ganha importância na mecanização agrícola

Com o avanço da mecanização no campo, cresce também a demanda por componentes de borracha de alta performance utilizados em máquinas agrícolas, implementos e equipamentos industriais.

Entre os principais artefatos aplicados no agronegócio estão:

  • mangueiras;
  • correias transportadoras;
  • vedantes;
  • pisos industriais;
  • sistemas de amortecimento;
  • peças técnicas para máquinas agrícolas.
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Esses componentes desempenham papel essencial na produtividade do setor, especialmente em operações submetidas a condições severas de trabalho, exposição climática intensa e longas jornadas operacionais.

De acordo com Renato Cordeiro, head de Portfólio de Eventos B2B da Francal, o agronegócio se tornou um dos segmentos mais relevantes para a indústria da borracha no Brasil.

“As feiras irão apresentar soluções, tecnologias e tendências voltadas ao aumento da produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade no campo”, afirmou.

Reforma de pneus avança no agro e reduz custos operacionais

Outro segmento em destaque será o mercado de reforma de pneus, especialmente voltado às operações agrícolas, transporte de cargas e usinas sucroenergéticas.

A prática vem ganhando espaço no agronegócio por proporcionar redução significativa dos custos de manutenção e maior aproveitamento da vida útil das carcaças.

No setor agropecuário, onde pneus representam uma parcela relevante das despesas operacionais, a reforma surge como alternativa estratégica para:

  • ampliar competitividade;
  • reduzir custos logísticos;
  • aumentar eficiência operacional;
  • diminuir impactos ambientais.

Além da economia financeira, a atividade está diretamente ligada aos conceitos de sustentabilidade e economia circular.

A reforma permite reduzir o descarte de resíduos sólidos, diminuir o consumo de matérias-primas e limitar as emissões de carbono associadas à fabricação de novos pneus.

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Sustentabilidade e inovação estarão no centro dos debates

A programação da Expobor 2026 e da Pneushow 2026 também abordará temas considerados prioritários para o futuro do agronegócio e da indústria brasileira.

Entre os principais assuntos previstos estão:

  • economia circular;
  • sustentabilidade industrial;
  • inovação tecnológica;
  • custos logísticos;
  • impactos geopolíticos nas matérias-primas;
  • competitividade da indústria nacional.

Os organizadores destacam que o cenário global exige cada vez mais eficiência, produtividade e adoção de tecnologias sustentáveis para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro.

Eventos reforçam integração entre indústria e agro

A realização conjunta das feiras reforça a aproximação entre o setor industrial e o agronegócio, especialmente em áreas ligadas à mecanização, logística e manutenção de equipamentos agrícolas.

A Expobor 2026 é organizada pela Francal em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb) e o Sindibor. Já a Pneushow 2026 conta com realização da Associação Brasileira da Reforma de Pneus (ABR) e da Associação das Empresas Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo (Aresp).

Com o avanço da mecanização agrícola e a busca crescente por soluções sustentáveis, o setor de borracha e reforma de pneus deve ganhar ainda mais relevância dentro da cadeia produtiva do agronegócio nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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