AGRONEGÓCIO
Café Mantém Estabilidade nos Preços Apesar de Clima Irregular e Volatilidade Global, Aponta Itaú BBA
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O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, destacou que os preços internacionais do café — tanto arábica quanto robusta — permaneceram relativamente estáveis nas últimas semanas, mesmo diante de forte volatilidade e condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras.
Mercado internacional opera com pouca variação nos contratos
De acordo com o levantamento, o contrato do café arábica na Bolsa de Nova York (vencimento em março/26) variou entre US$ 3,40/lp e US$ 3,76/lp, encerrando o dia 14 de janeiro em US$ 3,56/lp, praticamente o mesmo valor observado há 30 dias.
No mercado londrino, o robusta também apresentou estabilidade, sendo negociado próximo a US$ 3.950/t. No Brasil, os preços ao produtor seguiram em torno de R$ 2.200/sc para o arábica e R$ 1.300/sc para o conilon.
Clima instável afeta principais regiões produtoras de café
O Sul de Minas, principal polo produtor do país, registrou chuvas 40% abaixo da média histórica em dezembro, com apenas 168 mm em Varginha. Até 14 de janeiro, o volume acumulado era de 35 mm, indicando baixa recuperação hídrica.
Na Zona da Mata, a situação é semelhante, enquanto o Cerrado Mineiro teve volumes próximos do normal, mas concentrados na primeira quinzena do mês. Além da escassez de chuvas, o calor excessivo tem elevado as preocupações sobre o desenvolvimento das lavouras.
Mercado opera entre fatores de alta e baixa
Segundo o Itaú BBA, o cenário atual é resultado de um equilíbrio entre forças altistas e baixistas.
Entre os fatores de alta, destacam-se o risco climático no Brasil, enchentes na Indonésia e os baixos estoques globais. Por outro lado, chuvas pontuais e projeções de maior oferta na Ásia atuaram como elementos de contenção nos preços.
Incertezas geopolíticas aumentam volatilidade
Além das condições climáticas, o contexto geopolítico internacional também adiciona volatilidade ao mercado. O relatório cita tensões entre EUA e Colômbia, após ações na Venezuela, e o impacto da suspensão temporária de vistos para o Brasil, medida que gerou especulações sobre possíveis efeitos comerciais.
Fundos aumentam posição comprada e mantêm perspectiva de oferta ajustada
Os fundos especulativos ampliaram sua posição líquida comprada desde o início de janeiro, atingindo cerca de 34 mil contratos em 6 de janeiro — aumento de 14 mil contratos em relação à mínima registrada em julho.
Mesmo com expectativa de safra brasileira maior em 2026, o Itaú BBA avalia que o mercado continuará apertado nos próximos meses, o que deve limitar quedas mais expressivas nos preços internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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