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Câmara Setorial do Tabaco debate COP 11, exportações e desafios da safra 2025/26

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A 78ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco foi realizada nesta terça-feira (2), em formato virtual, reunindo representantes de diversas entidades do setor. O encontro tratou de temas estratégicos para a cadeia produtiva, incluindo o impacto da COP 11, o desempenho das exportações brasileiras de tabaco e as projeções para a safra 2025/26.

Durante a reunião, o grupo reconduziu Romeu Schneider, vice-presidente da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), ao cargo de presidente da Câmara Setorial pelos próximos dois anos. Schneider agradeceu o apoio e reforçou o compromisso com a união e o equilíbrio nas decisões.

“Manteremos o equilíbrio e a harmonia para conduzir o trabalho de forma responsável, em benefício de toda a cadeia produtiva”, destacou Schneider.

COP 11 reforça necessidade de diálogo interno no Brasil

Um dos principais temas discutidos foi a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), realizada recentemente. O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, ressaltou o protagonismo do Brasil nas negociações internacionais e a importância da mobilização política.

Segundo Thesing, a atuação dos parlamentares brasileiros em Genebra foi essencial para viabilizar o diálogo sobre medidas que impactam diretamente a cadeia produtiva.

“Agora o desafio é ampliar esse diálogo dentro do próprio país, junto ao governo. A mobilização continua sendo fundamental, especialmente com foco na COP 12”, afirmou.

Como encaminhamento, os membros decidiram manter o Grupo de Trabalho (GT COP) ativo, formalizando a estrutura de acompanhamento das ações no âmbito da Câmara Setorial.

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Exportações crescem e podem atingir marca histórica

As exportações brasileiras de tabaco também estiveram em pauta. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), entre janeiro e outubro de 2025 o país exportou 438 mil toneladas, totalizando US$ 2,7 bilhões. O resultado representa um aumento de 26% no volume e 21% em receita na comparação com o mesmo período de 2024.

De acordo com Valmor Thesing, o desempenho está alinhado às projeções da consultoria Deloitte, que previa crescimento de até 20% no volume e 6% no valor exportado. Os principais destinos do tabaco brasileiro foram Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Emirados Árabes e Turquia.

Thesing destacou ainda que os embarques para os Estados Unidos foram temporariamente suspensos após 6 de agosto, devido à questão tarifária, mas estão sendo retomados parcialmente.

“Mesmo com entraves logísticos e tarifas, o setor mostra força. Se mantivermos o ritmo de novembro e dezembro, poderemos ultrapassar os US$ 3 bilhões em exportações, um resultado histórico”, avaliou.

Clima desafia a safra 2025/26, mas expectativa segue positiva

O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, apresentou um panorama sobre a safra 2025/26, estimada em 685 mil toneladas. Segundo ele, as condições climáticas irregulares — com chuvas intensas, granizo e períodos de seca — têm afetado parte das lavouras.

“Estamos torcendo para que o clima colabore nas próximas semanas, garantindo uma boa colheita”, afirmou Drescher.

Câmara define calendário de reuniões para 2026

Ao final do encontro, foi aprovado o calendário de reuniões para 2026. A próxima reunião está marcada para 23 de março, em Santa Cruz do Sul (RS), durante a abertura da Expoagro Afubra, que ocorrerá entre os dias 24 e 27 de março. Outras duas reuniões estão previstas para 15 de julho e 11 de novembro, ambas em Brasília.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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