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Capal celebra 65 anos com crescimento, inovação e fortalecimento do cooperativismo

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A Capal Cooperativa Agroindustrial completa 65 anos de história em setembro, consolidando-se como uma das principais cooperativas do Sul do Brasil. Atualmente, a cooperativa reúne mais de 3,8 mil produtores associados e atua em uma área assistida que ultrapassa 178 mil hectares. Com 23 unidades nos estados do Paraná e de São Paulo, a Capal registrou faturamento superior a R$ 4 bilhões em 2024, mantendo o crescimento por meio de investimentos contínuos em infraestrutura e novas instalações.

No primeiro semestre de 2025, a cooperativa aplicou R$ 57,5 milhões em obras, enquanto os investimentos totais do ano anterior ultrapassaram R$ 132 milhões, reforçando a estratégia de expansão sustentável.

Valores cooperativistas guiam o crescimento da Capal

A força da cooperativa está ancorada em princípios sólidos: integridade, transparência, respeito, simplicidade, compromisso e sustentabilidade. Para o presidente-executivo Adilson Roberto Fuga, esses valores são “cláusulas pétreas” que orientam todas as decisões e relações da Capal.

“Estamos em diálogo constante com o Conselho de Administração, com os cooperados e com a comunidade, mantendo o espírito cooperativista e sem abrir mão de nenhum desses valores, que são fundamentais para nós”, afirma Fuga.

Tradição e inovação: da pecuária à diversidade agrícola

A história da Capal começou nos anos 1960, com famílias de imigrantes holandeses que se estabeleceram em Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná. Diante de desafios como clima adverso, falta de infraestrutura e ausência de energia elétrica, esses pioneiros buscaram organizar a produção agrícola com base em fé, educação e cooperação.

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Fundada por 21 associados com foco na produção de leite, a cooperativa expandiu sua atuação ao longo de seis décadas. Hoje, sua cadeia produtiva inclui pecuária de leite e de corte, produção de grãos como soja, milho, trigo e cevada, cafeicultura, suinocultura e sementes, consolidando-se como referência em diversidade e eficiência no campo.

Legado para as futuras gerações

Ao completar 65 anos, a Capal reforça o compromisso de unir pessoas, produzir alimentos e contribuir para um mundo melhor. O presidente Adilson Fuga destaca a importância de transmitir o legado aos jovens produtores.

“É essencial que os jovens conheçam os princípios do cooperativismo e entendam a trajetória da Capal: de onde tiramos forças para crescer e o que sustentou os pioneiros nos momentos mais difíceis. Assim, eles compreendem de onde a cooperativa veio e para onde estamos caminhando”, explica Fuga.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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