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Capal destaca manejo pós-colheita e qualidade do café na 18ª Ficafé

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A Capal Cooperativa Agroindustrial marcou presença na 18ª edição da Ficafé – Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná, realizada recentemente em Jacarezinho/PR. O evento acontece simultaneamente à Feira Sabores – Norte Pioneiro do Paraná e é considerado uma das maiores vitrines de inovação e produtos certificados na cafeicultura da região.

Neste ano, a feira reuniu 45 expositores, incluindo produtores rurais, empresas do agronegócio e parceiros institucionais, atraindo milhares de visitantes interessados nas tendências do setor.

Cooperados destacam aprendizado e aplicabilidade das palestras

O cooperado da Capal, Gentil Buzzetti, associado à unidade de Ibaiti/PR, participou dos painéis e ressaltou a relevância das informações apresentadas.

“A experiência de participar da Ficafé é sempre espetacular, com muitos aprendizados sobre a cafeicultura. As palestras trazem informações úteis que podem ser aplicadas diretamente na propriedade, ajudando a aumentar a produtividade e os benefícios econômicos da safra”, afirmou Buzzetti.

Painel sobre pós-colheita reforça importância da qualidade

Além do estande, a cooperativa participou do painel “Pós-colheita do café”, conduzido por Newton Openheimer, coordenador de Negócio Café da Capal, e pelo cafeicultor local Luiz Saldanha, proprietário da Fazenda Califórnia e também cooperado da Capal.

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Newton destacou que o objetivo foi orientar produtores sobre o manejo pós-colheita, a qualidade do grão e o comportamento do mercado.

“A ideia central é conscientizar os cafeicultores para que a produção esteja alinhada com os princípios de qualidade, garantindo que o grão alcance seu máximo potencial. A remuneração está diretamente ligada à qualidade, tornando o processo mais rentável, independentemente das condições de mercado”, explicou Openheimer.

Ficafé oferece programação diversificada e conteúdo técnico

A programação da Ficafé 2025 incluiu palestras, workshops, minicursos, leilões, exposições e o tradicional concurso de cafés especiais. Especialistas do setor compartilharam conteúdos técnicos e cases de sucesso da região, promovendo o aprendizado e o networking entre produtores, estudantes, empresários, investidores e lideranças do agronegócio.

O evento se consolida como uma plataforma estratégica para o desenvolvimento da cafeicultura local, fortalecendo a inovação, a valorização da qualidade e a diversificação de mercados para os cafés especiais produzidos no Norte Pioneiro do Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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