AGRONEGÓCIO
Carne Certificada Hereford bate recorde de exportações com mais de 260 toneladas enviadas ao exterior
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Os frigoríficos Silva e Verdi, parceiros do Programa Carne Certificada Hereford, alcançaram um recorde histórico de exportações ao embarcarem 263,31 toneladas de carne Hereford para o mercado internacional. O volume corresponde ao acumulado dos últimos meses e reflete o desempenho crescente das plantas habilitadas para exportação dentro do programa.
Os embarques foram destinados a oito países — Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá, Suíça e Turquia — que, nos últimos anos, têm ampliado as compras de carne bovina com origem rastreada e certificação de qualidade reconhecida.
Cortes premium ganham destaque nas exportações
As cargas reuniram uma variedade de cortes de traseiro e dianteiro com alto padrão de regularidade e padronização, entre eles picanha, bife de vazio, contra filé, filé mignon, filé de costela, alcatra, patinho, lagarto e raquete.
Os produtos foram destinados a redes varejistas, distribuidores e serviços de alimentação nos países compradores.
O destaque ficou para o Frigorífico Silva, responsável por 261,88 toneladas do volume total exportado, consolidando sua liderança entre as plantas parceiras do programa.
Qualidade reconhecida em mercados internacionais exigentes
De acordo com Eduardo Eichenberg, diretor do Programa Carne Certificada Hereford, o resultado expressivo é fruto do trabalho integrado entre o programa e as propriedades envolvidas.
“Esse recorde de exportações reflete o sucesso do programa e o esforço dos criadores e produtores comerciais, que vêm se dedicando a oferecer um produto de excelente qualidade reconhecido em mercados internacionais exigentes”, destacou Eichenberg.
Ele explica que o desempenho está ligado à mudança no perfil de consumo de proteína animal em alguns países, que vêm priorizando produtos com processos de certificação bem definidos e origem comprovada.
Padrão de qualidade do campo ao consumidor final
Eichenberg reforça que o crescimento das exportações é resultado de um trabalho contínuo em todas as etapas da cadeia produtiva.
“Tudo caminha para o mesmo objetivo: produzir uma carne de excelência. A Carne Certificada Hereford é fruto de um processo que começa na reprodução, passa pelo frigorífico e chega ao consumidor, agora não só no mercado interno, mas também entre consumidores internacionais”, completou o diretor.
O desempenho reforça o papel do programa na valorização das raças Hereford e Braford, que se destacam pela qualidade, padronização e rastreabilidade da carne produzida no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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