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Cecafé apoia Porto Livre Brasil para ampliar investimentos em infraestrutura portuária

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) anunciou apoio ao portal Porto Livre Brasil (www.portolivrebrasil.com.br), iniciativa do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CE Brasil) voltada a fomentar estudos e propostas que incentivem melhorias na infraestrutura portuária e logística do país.

A plataforma surge em um momento crítico de discussão sobre o setor portuário, com atenção especial ao leilão do novo terminal de contêineres no Porto de Santos (SP), Tecon Santos 10, e pretende aprofundar debates sobre políticas públicas que beneficiem o comércio exterior brasileiro.

Objetivo do portal: centralizar dados e análises sobre logística

O Porto Livre Brasil funcionará como um hub de informações, reunindo estudos, reportagens, dados técnicos e propostas conceituais voltadas à logística nacional. O objetivo é ampliar a base de conhecimento do setor e incentivar o crescimento do comércio exterior, oferecendo conteúdo detalhado tanto na internet quanto nas redes sociais.

Cecafé destaca importância do investimento em infraestrutura

Segundo Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, a iniciativa está alinhada às ações do pilar logístico-portuário da entidade. “O objetivo é superar os gargalos logísticos, otimizar a estrutura de transporte do campo aos portos e viabilizar investimentos que modernizem a defasada infraestrutura portuária no Brasil, que causa prejuízos constantes ao comércio exterior e perda de receita cambial ao país”, afirma.

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Leilão do Tecon Santos 10 gera debates sobre concorrência

O lançamento do portal coincide com discussões sobre a licitação do Tecon Santos 10, em meio a manifestações de entidades como Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC), Associação Comercial de Santos (ACS), AEXA, IBI e o próprio Cecafé.

Em documento conjunto, as instituições pedem uma licitação “isonômica, transparente, célere e sem restrições à participação dos investidores” e alertam que atrasos no processo têm causado um “colapso operacional” e impactos econômicos diários. Heron reforça a expectativa de que o Tribunal de Contas da União (TCU) revise restrições indicadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), permitindo que o leilão seja realizado em uma única fase e aberto a todos os investidores.

CE Brasil aposta em debate qualificado para desenvolvimento do setor

Para Alexandre Albuquerque, diretor e porta-voz do CE Brasil, o portal é uma resposta à necessidade de discussões de alto nível sobre logística e infraestrutura. “O Porto Livre Brasil é nossa contribuição para que o setor tenha acesso a conteúdo plural e aprofundado, fomentando políticas públicas mais eficientes e impulsionando o desenvolvimento da infraestrutura portuária no país”, destaca.

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Além do portal, o CE Brasil mantém um núcleo temático com participação do Cecafé, que realiza estudos, analisa experiências internacionais e propõe políticas públicas capazes de estimular investimentos e promover o desenvolvimento socioeconômico de longo prazo no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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