AGRONEGÓCIO
CerradinhoBio registra forte crescimento e reduz endividamento no 1º trimestre da safra 2025/26
AGRONEGÓCIO
A Cerradinho Bioenergia, referência na produção de etanol, açúcar e nutrição animal a partir de cana-de-açúcar e milho, apresentou um desempenho robusto no primeiro trimestre da safra 2025/2026. A companhia destacou avanço expressivo nos resultados financeiros, redução da alavancagem e consolidação do negócio de milho, além do fortalecimento da produção de açúcar.
Receita e rentabilidade em alta
A receita líquida consolidada da CerradinhoBio atingiu R$ 1,02 bilhão, crescimento de 52% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. O EBITDA ajustado avançou 120,4%, totalizando R$ 332,2 milhões, enquanto o EBIT teve salto de 217,3%, alcançando R$ 196,2 milhões — mais que o triplo do registrado no mesmo trimestre da safra passada.
Redução significativa do endividamento
A alavancagem, medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA, recuou 45,7% em comparação a março de 2025. O resultado reflete maior geração de caixa e disciplina financeira, reforçando a solidez operacional da companhia.
Desempenho do milho sustenta crescimento
Na operação com milho, a moagem subiu 4,3%, chegando a 379 mil toneladas, com produtividade de 452,1 litros por tonelada — alta de 0,8%. A produção de óleo de milho aumentou 35,1%, somando 7,3 mil toneladas, e as exportações de energia cresceram 18,7%.
O EBIT ajustado do segmento de milho avançou 238,9%, alcançando R$ 202,3 milhões, com margem de 34%. As receitas com etanol de milho, DDG e óleo subiram 51,4%, 65,9% e impressionantes 210,2%, respectivamente.
Produção de açúcar ganha força
Desde julho de 2024, a empresa iniciou a produção de açúcar VHP, totalizando 118 mil toneladas no trimestre. Com a segunda fase do projeto já em operação, a CerradinhoBio consegue destinar até 70% da moagem de cana para a produção de açúcar, aumentando a competitividade e flexibilidade do mix produtivo.
Estratégia de diversificação reforça resultados
De acordo com o CEO Renato Pretti, o desempenho confirma a eficácia do planejamento estratégico:
“Mantemos nosso foco no fortalecimento das operações e na consolidação dos movimentos de diversificação. A segunda fase da produção de açúcar nos dá mais competitividade e flexibilidade, permitindo investir de forma sustentável e gerar valor aos acionistas”, destacou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba
A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.
Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.
O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.
No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.
Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.
O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.
Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.
O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.
O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.
Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.
O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.
Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.
Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.
Fonte: Pensar Agro
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