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China lidera avanço da balança comercial brasileira e garante superávit de US$ 10,5 bilhões em abril

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A balança comercial brasileira fechou abril de 2026 com superávit de US$ 10,5 bilhões, impulsionada principalmente pelo forte avanço das exportações para a China e pelo desempenho recorde das vendas externas no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo o levantamento oficial, o Brasil exportou US$ 34,1 bilhões em abril, maior valor já registrado para o mês. As importações somaram US$ 23,6 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 57,8 bilhões.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras chegaram a US$ 116,6 bilhões, frente a US$ 91,77 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial alcança US$ 24,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio soma US$ 208,3 bilhões.

China amplia compras e reforça posição como principal parceiro do Brasil

A China voltou a liderar o desempenho do comércio exterior brasileiro em abril, consolidando sua posição como principal destino das exportações nacionais.

As vendas brasileiras para o mercado chinês cresceram 32,5% no mês, totalizando US$ 11,61 bilhões. Já as importações vindas da China avançaram 20,7%, alcançando US$ 6,05 bilhões.

Com isso, o superávit comercial brasileiro com os chineses chegou a US$ 5,56 bilhões apenas em abril, enquanto a corrente de comércio entre os dois países avançou 28,2%, somando US$ 17,66 bilhões.

No acumulado de janeiro a abril, as exportações brasileiras para a China cresceram 25,4%, atingindo US$ 35,61 bilhões. As importações apresentaram leve queda de 0,4%, ficando em US$ 23,96 bilhões.

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O resultado garantiu ao Brasil um saldo positivo de US$ 11,65 bilhões no comércio bilateral com os chineses no período.

União Europeia mantém saldo positivo para o Brasil

O comércio entre Brasil e União Europeia seguiu positivo em abril, mesmo com leve retração das exportações brasileiras para o bloco europeu.

As vendas externas recuaram 1,7% no mês, somando US$ 4,70 bilhões. As importações também diminuíram, com queda de 3,1%, totalizando US$ 3,94 bilhões.

Com isso, o saldo comercial favorável ao Brasil ficou em US$ 760 milhões no mês.

No acumulado de 2026, o desempenho segue positivo. As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 6,5%, alcançando US$ 16,97 bilhões, enquanto as importações caíram 2,4%, para US$ 15,55 bilhões.

O resultado é um superávit de US$ 1,43 bilhão no comércio com o bloco europeu entre janeiro e abril.

Comércio com Estados Unidos perde força em 2026

Os Estados Unidos apresentaram retração tanto nas exportações quanto nas importações em abril.

As vendas brasileiras para o mercado norte-americano caíram 11,3%, ficando em US$ 3,12 bilhões. Já as importações recuaram 18,1%, somando US$ 3,10 bilhões.

O saldo comercial ficou praticamente estável, com superávit de apenas US$ 20 milhões no mês.

No acumulado do ano, porém, o cenário é negativo para o Brasil. As exportações para os Estados Unidos recuaram 16,7%, atingindo US$ 10,90 bilhões, enquanto as importações diminuíram 13%, para US$ 12,27 bilhões.

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Com isso, o Brasil registra déficit comercial de US$ 1,36 bilhão com os norte-americanos em 2026.

Argentina reduz compras de produtos brasileiros

O comércio com a Argentina também perdeu ritmo em abril, refletindo a desaceleração das compras do país vizinho.

As exportações brasileiras para os argentinos caíram 18,5%, totalizando US$ 1,30 bilhão. Em contrapartida, as importações cresceram 21,2%, alcançando US$ 1,18 bilhão.

O saldo comercial permaneceu positivo em US$ 120 milhões, embora a corrente de comércio tenha recuado 3,4%, fechando em US$ 2,48 bilhões.

Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras para a Argentina caíram 18,4%, somando US$ 4,74 bilhões. As importações avançaram 0,4%, atingindo US$ 3,92 bilhões.

Ainda assim, o Brasil mantém superávit de US$ 810 milhões no comércio bilateral com o país vizinho no acumulado do ano.

Exportações recordes reforçam força do agro e da indústria brasileira

O resultado da balança comercial reforça a importância das exportações brasileiras para o desempenho da economia nacional, especialmente em setores ligados ao agronegócio, mineração e indústria de transformação.

A forte demanda chinesa por commodities brasileiras segue sendo um dos principais motores do comércio exterior, enquanto os números mostram uma recuperação consistente da competitividade brasileira em mercados estratégicos ao redor do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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