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Chuvas e excesso de oferta derrubam preços de frutas e elevam valor das hortaliças em São Paulo

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Condições climáticas alteram preços pagos ao produtor paulista

As condições climáticas irregulares e o excesso de oferta impactaram diretamente os preços pagos aos produtores rurais de São Paulo no início de 2026.

O levantamento foi divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base no relatório mensal do Departamento Econômico da entidade referente a janeiro de 2026.

De acordo com o estudo, as oscilações foram expressivas entre os diferentes segmentos da agropecuária paulista, com chuvas intensas e desequilíbrio entre oferta e demanda determinando o comportamento do mercado.

Hortaliças registram forte valorização com excesso de chuvas

Na categoria das folhosas, o excesso de chuvas provocou alta umidade no solo e queda na qualidade dos produtos, o que reduziu a oferta e impulsionou os preços no primeiro mês do ano.

A alface crespa apresentou alta de 29%, enquanto a variedade americana teve elevação de 27,4%.

O tomate também foi afetado pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras, resultando em valorização de 27% em janeiro.

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Apesar da recuperação mensal, o produto ainda acumula queda de 18% em relação a janeiro de 2025, segundo o relatório.

Frutas sofrem queda com excesso de oferta e demanda reduzida

No segmento de fruticultura, o cenário foi oposto. A banana nanica sofreu forte retração de 42% nos preços, reflexo da alta oferta e da demanda enfraquecida durante o período de férias.

O limão também enfrentou queda de 18% em relação a dezembro, pressionado pelo aumento da oferta.

Mesmo assim, o preço do fruto ainda se mantém 1% acima do registrado no mesmo mês de 2025.

Ovo de galinha atinge menor preço dos últimos seis anos

O ovo de galinha apresentou queda de 11,4% nos preços pagos ao produtor em janeiro, atingindo o menor patamar para o mês nos últimos seis anos, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A retração reflete o baixo consumo e o ajuste natural do mercado após um período de maior produção no final de 2025.

Panorama geral do setor paulista

De acordo com a Faesp, o comportamento dos preços em janeiro reforça a sensibilidade do setor agropecuário paulista às variações climáticas e de oferta, exigindo atenção redobrada dos produtores na gestão de custos e planejamento de safras.

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O relatório será utilizado como base para análises de tendências e estratégias de mercado ao longo do primeiro semestre de 2026, servindo de referência para cooperativas, indústrias e formuladores de políticas públicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com volatilidade diante de tensões no Oriente Médio; Ibovespa Futuro avança e dólar recua

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Os mercados financeiros iniciam a semana sob forte influência das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da expectativa pela divulgação de novos indicadores de inflação nas principais economias do mundo. Apesar do ambiente de cautela, os contratos futuros de Wall Street apontam recuperação após as perdas registradas na última semana, enquanto as bolsas asiáticas encerraram o pregão em queda expressiva e os mercados europeus operaram sem direção definida.

Nos Estados Unidos, os índices futuros registravam alta no início da sessão. O Dow Jones avançava cerca de 0,3%, o S&P 500 subia aproximadamente 0,7% e o Nasdaq liderava os ganhos com valorização superior a 1,2%, impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia. O movimento ocorre após uma forte realização recente nas ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores.

Na Europa, o cenário permanece misto. Investidores acompanham os desdobramentos geopolíticos, os preços da energia e as perspectivas para a política monetária dos principais bancos centrais. A volatilidade segue elevada, especialmente nos segmentos ligados à indústria e tecnologia.

Ásia sofre com realização no setor de tecnologia

As bolsas asiáticas encerraram a sessão em território negativo, pressionadas pela aversão ao risco global e pela correção das ações de tecnologia.

Na China, o índice CSI300 recuou mais de 2%, atingindo o menor nível em cerca de dois meses. O índice de Xangai também registrou perdas, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ampliou o movimento de baixa. O setor de semicondutores liderou as quedas, refletindo a desaceleração das ações ligadas à inteligência artificial após meses de forte valorização.

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Analistas avaliam que a correção atual representa um ajuste de curto prazo após os ganhos expressivos acumulados desde o início do ano. Mesmo com a volatilidade, parte do mercado mantém uma visão construtiva para o segmento tecnológico chinês no médio e longo prazo, especialmente diante dos investimentos estratégicos do país em autossuficiência na produção de chips.

O movimento negativo também atingiu outras praças asiáticas. O Nikkei, do Japão, registrou forte retração, enquanto o índice Kospi, da Coreia do Sul, sofreu uma das maiores quedas da região, refletindo o aumento da aversão ao risco global.

Ibovespa Futuro acompanha recuperação externa

No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em alta, acompanhando a recuperação dos mercados norte-americanos e o maior apetite por ativos de risco.

O contrato futuro avançava cerca de 0,5%, negociado próximo dos 170 mil pontos. O movimento ocorre após uma sequência de sessões mais fracas para a bolsa brasileira, que vem sofrendo influência da volatilidade externa e da cautela dos investidores em relação ao cenário fiscal doméstico.

Entre os destaques corporativos do pregão estão:

  • Petrobras (PETR4): beneficiada pela valorização internacional do petróleo, impulsionada pelos riscos de interrupção da oferta no Oriente Médio;
  • Embraer (EMBR3): segue atraindo investidores após resultados positivos e perspectivas favoráveis para o setor aeroespacial;
  • B3 (B3SA3): permanece como termômetro do fluxo de capital no mercado brasileiro;
  • Itaú Unibanco (ITUB4): continua entre os papéis mais negociados da bolsa.
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Petróleo, dólar e inflação permanecem no radar

As novas tensões geopolíticas voltaram a elevar os preços internacionais do petróleo, fator que pode influenciar a inflação global e as decisões futuras dos bancos centrais. O mercado monitora especialmente os impactos sobre as cadeias de suprimentos e o custo da energia.

No câmbio, o dólar iniciou a semana em leve queda frente ao real, após ter encerrado a semana anterior próximo de R$ 5,15 no mercado doméstico. O comportamento da moeda continuará condicionado ao fluxo estrangeiro, ao cenário fiscal brasileiro e às expectativas para os juros nos Estados Unidos.

Perspectivas para os próximos dias

Os investidores concentram as atenções nos próximos indicadores de inflação dos Estados Unidos e da Europa, que poderão redefinir as expectativas sobre a trajetória dos juros globais. Ao mesmo tempo, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio seguem como principal fator de risco para os mercados financeiros internacionais.

A combinação entre inflação, política monetária, preços do petróleo e desempenho do setor de tecnologia deve continuar determinando o comportamento das bolsas ao longo da semana, mantendo o ambiente de elevada volatilidade para investidores em todo o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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