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CJ Selecta é destaque internacional do WWF por rastreabilidade da soja livre de desmatamento

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A CJ Selecta, produtora brasileira de concentrado proteico de soja (SPC), óleo de soja, lecitina, etanol de soja e fertilizantes organominerais, foi reconhecida em publicação internacional do WWF por seu sistema de rastreabilidade e políticas de originação DCF (Desmatamento e Conversão Zero). O estudo, que incluiu casos da China, Noruega, Gana, Argentina, Indonésia, Gabão e Amazônia Peruana, reforça a empresa como referência global em cadeias de suprimentos livres de desmatamento.

Sistema de rastreabilidade e políticas de origem

O case da CJ Selecta, divulgado durante a COP30 e apresentado pelo WWF-Brasil em webinar sobre o EUDR (Regulamento da União Europeia contra o Desmatamento), detalha a jornada da empresa rumo a uma cadeia livre de desmatamento.

O relatório destaca três pilares centrais da empresa, segundo o CEO Alessandro Reis:

  1. Rastreabilidade: monitoramento geoespacial contínuo e rastreabilidade completa das cadeias direta e indireta.
  2. Cuidado: análises rigorosas sobreposição a áreas sensíveis e forte controle socioambiental.
  3. Ação: metas globais de sustentabilidade, avançando para 100% de soja livre de desmatamento no Cerrado.

“Nosso valor vai além do ingrediente: está na história de confiança, processo e legado que acompanha cada tonelada de soja”, reforça Reis.

Reconhecimento internacional e diferencial competitivo

O estudo confirma que a sustentabilidade é um diferencial competitivo, não apenas um atributo acessório. A metodologia da CJ Selecta combina dados geoespaciais, auditorias recorrentes, verificações legais e decisões estratégicas rigorosas, garantindo segurança, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia produtiva.

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O sistema de rigor aplicado pela empresa resultou na exclusão de parte dos fornecedores indiretos, reforçando o compromisso com cadeias totalmente livres de desmatamento.

Participação no estudo do WWF-Brasil

Segundo Pablo Majer, especialista em Conservação do WWF-Brasil, a inclusão da CJ Selecta no estudo se deve ao histórico da companhia na implementação de políticas DCF e avanços ESG. Ele ressalta que o case demonstra que é possível ter uma cadeia de commodity totalmente livre de desmatamento e conversão, atendendo aos critérios do Accountability Framework – AFi e eliminando violações de direitos humanos.

O WWF destaca que iniciativas como a da CJ Selecta aumentam a transparência, fortalecem a governança e consolidam a confiança internacional na soja brasileira, principalmente frente a pressões contra mecanismos como a Moratória da Soja.

Sustentabilidade como prioridade estratégica

Para a Head de ESG e Comunicação da empresa, Patrícia Sugui, o reconhecimento reforça a importância de investir continuamente em tecnologia, governança e controles rigorosos.

“Construímos um sistema que garante rastreabilidade completa, monitoramento diário e protocolos sólidos de decisão. A publicação do WWF confirma que nossa metodologia é confiável e replicável, mostrando que é possível conciliar eficiência produtiva, conformidade internacional e impacto socioambiental positivo”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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