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Colheita de soja avança no sudoeste de Goiás e alcança 95% da área na região da Comigo

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A colheita da soja referente à safra 2025/26 segue em ritmo avançado na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores do Sudoeste Goiano (Comigo). O levantamento mais recente indica que 95% da área cultivada já foi colhida, mantendo um desempenho considerado positivo em termos de produtividade.

A região atendida pela cooperativa soma aproximadamente 3 milhões de hectares dedicados à cultura, consolidando-se como uma das principais áreas produtoras do grão no estado de Goiás.

Produtividade média supera 4,5 toneladas por hectare

Mesmo com pequenas variações em relação ao ciclo anterior, o rendimento das lavouras continua em patamar elevado.

De acordo com informações do departamento técnico da cooperativa, a produtividade média registrada até o momento está em 4.560 quilos por hectare, um resultado considerado bastante satisfatório para a região.

No entanto, o número é ligeiramente inferior ao da safra passada, quando o rendimento médio atingiu 4.860 quilos por hectare.

Rio Verde se aproxima da conclusão da colheita

No município de Rio Verde, um dos principais polos agrícolas do estado, a colheita já está praticamente finalizada.

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Na cidade, o plantio de soja ocupou 416 mil hectares, e 98% dessa área já foi colhida, de acordo com dados do acompanhamento técnico da cooperativa.

Apesar da recente volta das chuvas na região, as condições climáticas não têm prejudicado o avanço das máquinas no campo, permitindo evolução significativa dos trabalhos ao longo da última semana.

Área de soja em Goiás deve crescer na safra 2025/26

Enquanto a colheita se aproxima do fim em várias regiões, as estimativas de área plantada em Goiás indicam expansão da cultura.

Levantamento da consultoria Safras & Mercado aponta que o plantio da safra 2025/26 deverá ocupar cerca de 4,94 milhões de hectares no estado, representando crescimento de 1,9% em relação à safra 2024/25, quando foram cultivados 4,85 milhões de hectares.

Produção estadual deve ter leve recuo

Mesmo com a ampliação da área plantada, a produção total de soja em Goiás deve apresentar uma leve queda na comparação anual.

A expectativa é que o estado produza 19,17 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 3,1% inferior às 19,786 milhões de toneladas colhidas na safra anterior.

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Essa redução está relacionada principalmente à previsão de queda na produtividade média, estimada em 3.900 quilos por hectare, frente aos 4.100 quilos por hectare registrados no ciclo anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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